A Polícia Federal intensificou o combate aos crimes ambientais neste ano e já instaurou cerca de 60 inquéritos para apurar incêndios criminosos em diferentes regiões do país. A informação foi confirmada pelo diretor de Amazônia e Meio Ambiente da corporação, Humberto Freire de Barros, em entrevista ao site Metrópoles.
Segundo ele, o trabalho envolve cooperação entre superintendências estaduais e até com autoridades de outros países. Além disso, os agentes utilizam monitoramento via satélite para acompanhar em tempo real as áreas de maior vulnerabilidade. “As investigações contam com integração entre várias frentes e tecnologia de ponta para identificar rapidamente os responsáveis”, destacou.
Em 2024, a PF também abriu diversas frentes de apuração, já que muitos incêndios tiveram origem criminosa, apesar de parte das queimadas ter sido provocada por condições climáticas adversas. A corporação acredita que a atuação firme ajuda a reduzir a impunidade e inibir novos focos intencionais.
De acordo com Barros, a estratégia atual inclui a criação de polos especializados em investigações ambientais. A iniciativa busca prevenir e coibir a prática de incêndios ilegais, especialmente em áreas de floresta e de proteção ambiental. “Nosso objetivo é atuar não só na repressão, mas também na prevenção desses crimes”, completou o diretor.
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