O acusado de cometer um feminicídio de grande repercussão na Bahia será levado a júri popular em Feira de Santana. O crime vitimou a estudante Shashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos, e ocorreu há quase cinco anos, no município de Vitória da Conquista.
O réu Rafael Souza Lima, ex-namorado da vítima, está preso desde a época dos fatos e sentará no banco dos réus no Tribunal do Júri de Feira de Santana, após o processo ter sido desaforado da comarca de origem. O caso ganhou repercussão estadual e nacional pela brutalidade do crime e pelas circunstâncias em que ocorreu.
As informações foram detalhadas pela advogada Luciana Silva, que atuará como assistente de acusação, em entrevista ao programa Nas Ruas e na Polícia, da Rádio Sociedade News FM, apresentado pelo repórter Aldo Matos.

Durante a entrevista, a advogada destacou a importância simbólica do julgamento, que acontece após quase cinco anos do crime. Segundo ela, o momento representa uma resposta necessária da Justiça e da sociedade diante de um caso que chocou o país. Luciana Silva afirmou que, apesar do tempo decorrido, a expectativa é de que o Conselho de Sentença dê uma resposta firme aos crimes de violência contra a mulher.
De acordo com a acusação, o crime ocorreu em Vitória da Conquista, e o corpo da jovem foi encontrado no município de Planalto, razão pela qual o júri também analisará o crime de ocultação de cadáver. A denúncia do Ministério Público aponta que Rafael Souza Lima não teria agido sozinho, contando com a participação de Marcos Fernandes e Felipe Guzmão. O processo foi desmembrado, e enquanto Rafael será julgado em Feira de Santana, os outros acusados devem responder em Vitória da Conquista.
Ainda conforme a assistência de acusação, o Ministério Público sustenta a tese de feminicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A advogada ressaltou que o caso apresenta características típicas de crimes de violência contra a mulher, marcados por um ciclo crescente de agressões que culminam no feminicídio.
Luciana Silva também afirmou que o relacionamento entre vítima e acusado, embora não tenha sido longo, foi marcado por episódios de violência física e psicológica. A vítima iniciou o relacionamento aos 18 anos e tinha 19 quando foi assassinada, tendo sua vida e seus projetos interrompidos de forma brutal.
O julgamento foi transferido para Feira de Santana após a defesa alegar comoção social em Vitória da Conquista, sustentando que os jurados poderiam estar influenciados pela repercussão do crime. Segundo a advogada, a expectativa da família é por justiça, mesmo sabendo que nenhuma decisão será capaz de reparar a perda sofrida.
Luciana Silva informou ainda que atuará na assistência de acusação ao lado do advogado Franklin Ribeiro. Sobre a presença dos pais da vítima no júri, a advogada explicou que, devido à intensa carga emocional e à ausência de rede de apoio fora da cidade de origem, é provável que eles não acompanhem o julgamento presencialmente.
Ao final da entrevista, a advogada destacou que o julgamento representa um recado importante para a sociedade, reforçando que crimes de feminicídio não podem ficar impunes e que mulheres e meninas têm o direito de viver.
Fonte: Entrevista concedida ao programa Nas Ruas e na Polícia, da Rádio Sociedade News FM, ancorado pelo repórter Aldo Matos.
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