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Geral Feira de Santana

Médico Geraldo réu confesso na morte do colega Andrade teve a primeira audiência de instrução

A defesa culpou a polícia e a imprensa de sensacionalismo

27/11/2021 12h44
Por: Carlos Valadares Fonte: Página de Noticias
Foto Carlos Valadares
Foto Carlos Valadares

Cerca de 10 horas e 30 minutos foi o tempo que durou a audiência de instrução do médico Geraldo Freitas de Carvalho Junior, réu confesso da morte do médico Andrade Lopes Santana. O crime ocorreu dia 24 e o corpo encontrado dia 28 maio de 2021.  A sessão ocorreu quatro meses após Geraldo Freitas ter tido prisão preventiva decretada. O médico Andrade Lopes era amigo de Geraldo.

 Em entrevista ao site Página de Notícias, o advogado de Junior, Eustáquio Neto, disse que não houve nenhum planejamento para o desfecho do crime e que não passou de um acidente. 

 “O réu teve pela primeira vez a sua chance de falar sobre o ocorrido.  Desde o início ele já afirmava ter uma amizade com o Andrade e não tinha motivos para cometer a assassinato. Houve uma discussão e um disparo acidental, que o Geraldo se arrepende”, contou. 

Ainda segundo Eustáquio, diferentemente do que foi divulgado pela Polícia Civil, não existia motivação de dívidas ou passional para o desfecho final.  

 “Geraldo não tinha motivo para atirar contra Andrade. O erro dele foi ter usado sua arma de fogo em momento inoportuno. Apresentamos uma série de provas, como da arma, que era de prática. Esse tipo de pistola tem um gatilho de pressão que com um pequeno toque já dispara. Eles discutiram porque o Geraldo gostaria de ter acesso nas mensagens do celular do Andrade e isso não aconteceu. Andrade se assustou quando viu uma arma e deu uma cabeçada para trás e neste instante Geraldo caiu atirando acidentalmente”, declarou. 

 O advogado contou que seu cliente tentou socorrer o corpo, amarrando a âncora no braço, porém não conseguiu. “Ele entrou em pânico, em desespero e por medo cometeu uma série de outros erros como ter prestado queixa de desaparecimento, além de encontrar à família da vítima. Ele se arrepende e reconhece que teve uma atitude covarde”. A defesa vai atuar com a tese de homicídio culposo quando não há intenção de matar.

  Geraldo continua preso no Presídio Regional de Feira de Santana onde aguarda à disposição da justiça o prosseguimento do processo. 

 

 por Carlos Valadares

 

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