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Seinfra amplia pista do aeroporto de Feira de Santana e projeta integração da cidade à malha aérea nacional

O diretor ressaltou ainda a importância estratégica do município. “Feira de Santana é o maior entroncamento do Nordeste brasileiro.

12/01/2026 18h50
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

O diretor executivo da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), Saulo Pontes, afirmou que o Governo do Estado segue avançando na ampliação de pistas de aeroportos estratégicos no interior, com destaque para Feira de Santana, que terá sua pista ampliada para 1.800 metros. A medida faz parte de um plano para inserir o município nas conexões nacionais de voos, diante da escassez mundial de aeronaves domésticas após a pandemia.

Segundo Saulo Pontes, a ampliação das pistas é fundamental para aproveitar escalas e conexões de voos nacionais. “Com a pandemia, houve uma redução drástica na frota de aeronaves domésticas no mundo inteiro. Por isso, precisamos adaptar os aeroportos para receber aviões maiores e integrar essas cidades às conexões nacionais”, explicou. Em comparação, o aeroporto de Barreiras está sendo ampliado para 1.900 metros, enquanto Vitória da Conquista já recebeu investimentos semelhantes.

De acordo com o diretor, as obras da pista de Feira de Santana entram na fase final ainda neste mês de janeiro. “Vamos entregar a pista e, na sequência, iniciar as intervenções no pátio, reforçando a estrutura para permitir o estacionamento de aeronaves como o Boeing 737”, afirmou.

Outra novidade anunciada é a inclusão do Aeroporto de Feira de Santana no Programa Ampliar, iniciativa do Governo Federal em parceria com o Governo da Bahia. O programa prevê a modernização do terminal aeroportuário, o que pode elevar o equipamento a um novo patamar operacional. “Primeiro, precisamos consolidar os voos nacionais, mas Feira tem potencial, sim, para futuramente receber voos internacionais”, destacou Saulo Pontes.

O diretor ressaltou ainda a importância estratégica do município. “Feira de Santana é o maior entroncamento do Nordeste brasileiro. Com o aeroporto pronto, a cidade poderá retomar conexões como São Paulo e Rio de Janeiro, além de fortalecer a integração regional”, disse.

Saulo Pontes também comentou os impactos positivos da infraestrutura para a mobilidade e o lazer da região metropolitana. “A pessoa poderá sair de Feira cedo, ir a Salvador pela rodoviária, usar o VLT, aproveitar o litoral e retornar no mesmo dia. Isso fortalece a economia e o turismo regional”, avaliou.

Rodovias: duplicações e novos projetos

Sobre as obras viárias, o diretor da Seinfra informou que a duplicação do trecho Tomba–Itapera enfrenta atrasos em razão de uma invasão na faixa de domínio da rodovia, próxima a uma das rotatórias. “A área estava ocupada irregularmente, o que impediu a conclusão da rotatória e da iluminação. Agora conseguimos a emissão de posse e já iniciamos a desocupação”, explicou.

Com a resolução do impasse, a expectativa do governo é inaugurar a duplicação do trecho entre o Tomba e Tapera até o final de março.

Já em relação à rodovia Feira de Santana–São Gonçalo dos Campos, Saulo Pontes informou que a obra foi licitada anteriormente, mas a empresa vencedora não cumpriu o contrato. “Estamos em processo de cancelamento do contrato junto à Procuradoria-Geral do Estado para realizar uma nova licitação. Enquanto o contrato estiver vigente, não é possível fazer intervenções com recursos públicos”, esclareceu.

O projeto contempla não apenas o trecho até São Gonçalo dos Campos, mas também a ampliação da ligação com a BR-324, estendendo-se até Santo Amaro e Cachoeira. Segundo o diretor, por se tratar de uma rodovia estadual, a execução é de responsabilidade exclusiva do Governo da Bahia, sem pendências relacionadas às prefeituras dos municípios envolvidos.

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