foto divulgação
O delegado Mauro Moraes, da Delegacia Territorial (DT) de Humildes, informou que tanto a adolescente, quanto a mãe da adolescente de 16 anos que abandonou o filho recém- nascido no mato já foram ouvidas. Segundo Mauro, a adolescente relatou que não tinha conhecimento que estava gestante e mesmo recebendo atendimento médico, não foi constatada a gravidez.
"Ela alegou que passou todo esse tempo e desconhecia que estava grávida e quando ela sentiu as dores na região da barriga no próprio dia 18, a mãe dela, a levou até um posto de saúde, onde foi medicada, mas ninguém desconfiou da gravidez. Nós fomos em busca de mais informações, questionar com algumas colegas, amigas, porque muitas vezes, acaba da pessoa contar determinada situação para um amigo próximo, mas isso ela nunca contou para ninguém. Ouvimos também a mãe dela, que disse que em nenhum momento desconfiou da gravidez", explicou.

Para o delegado, no momento em que houve o parto, é provável que uma série de fatores pudesse ter tomado conta do psicológico da adolescente, fazendo com que ela abandonasse o recém-nascido.
"Ela contou que ao sentar no vaso sanitário para urinar, na linguagem como é dito, o bebê foi despachado e que segundo ela, só deu tempo colocar a mão e segurar, levando para um local, imaginando que alguém pudesse passar ali e encontrar. Mas uma série de fatores pode ter passado na mente desta garota em não saber que estava grávida, como o fato de: 'como é que vou explicar se eu não sabia de nada? O que eu faço?' E apenas um estudioso nesta situação poderá explicar melhor, pois o psicológico desta pessoa pode ser afetado com traumas, mas aqui eu não estou para julgar ninguém, as pessoas devem respeitar a dor dos outros e principalmente desta família, é uma família muito respeitada aqui em Humildes, uma família simples, trabalhadora e que mesmo que a mãe estivesse acompanhando tudo que se passava na vida da filha, infelizmente há fatos que não são detectados", destacou.
O pai do recém-nascido também foi ouvido pela Polícia Civil, mas de acordo com o delegado, ele também não tinha conhecimento da gravidez.
"Ele também foi ouvido, não sabia da gravidez, ele nos informou que os dois tiveram um pequeno namoro, se relacionaram, ela acabou engravidando, mas nunca soube da gravidez e jamais imaginou que poderia ser o pai. Agora nós já chegamos na parte burocrática que é colher os relatórios dos atendimentos médicos da criança lá no HEC, quanto da mãe no Hospital da Mulher, para que tudo seja encaminhado para a justiça, e lá sim, lá seja feita a justiça, mas no meu entendimento, são questões mais humanas do que policiais. Essa determinação de quem fica com a criança, será estabelecida pelo juizado, Ministério Público e o Conselho Tutelar, a gente sabe que muita coisa influencia, mas acredito que essa criança possa ficar sob a guarda da família", concluiu.
Matéria concedida ao repórter Aldo Matos/site acorda Cidade.
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