A suspensão da bandeira tarifária vermelha da conta de energia e “volta à normal”, proposta por Bolsonaro nesta semana, pode triplicar o reajuste esperado para 2022, segundo apontou estudo da PSR, que atua com consultoria do setor elétrico.
O assunto foi citado por Bolsonaro nesta semana ao dizer que o país esteve na iminência de um colapso. “Não podíamos transmitir pânico para a sociedade. Dói a gente autorizar o ministro Bento (Albuquerque), das Minas e Energia: “decreta bandeira vermelha”. Dói no coração, sabemos da dificuldade da energia elétrica. Vou pedir para ele, pedir não, determinar que ele volte a bandeira normal a partir do mês que vem”, disse o presidente.
Segundo as simulações, publicadas pelo jornal O Globo, caso a bandeira vermelha nível 2 seja alterada, em 2022 a conta de energia pode ter reajuste de até 17,3%. Caso permaneça inalterada, o reajuste de 2022 ficaria, em média, 9%. Nesta semana, representantes do Ministério de Minas e Energia se reúnem com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e distribuidoras de energia para discutir o assunto. Técnicos do Ministério, no entanto, já consideram inviável a “volta ao normal” proposta pelo presidente.
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