A Polícia Civil de Feira de Santana prendeu no início da noite desta sexta-feira (25) um homem de 31 anos suspeito de ter assassinado com dois tiros a companheira Moniza Carla Barros de Oliveira 31 na madrugada de quinta feira 24.A mulher foi baleada no peito durante uma discussão dentro da residência do casal na rua Ribeiro Lopes bairro Papagaio, após ter chegado da casa de familiares onde teria ido passar a noite de são João contrariando a vontade do marido.
Segundo a delegada Clécia Vasconcelos o feminicídio foi presenciado ´por duas crianças de 3 e 10 anos filhos da vítima, inicialmente foi solicitado a justiça a prisão preventiva por tentativa de feminicídio em razão de a vítima ser socorrida para o Hospital Cleriston Andrade.
Francisco de Assis 31 foi apresentado por uma advogada e contou à polícia que perdeu a cabeça e confessou que a tirou duas vezes contra a mulher alegando que estava doente e a mulher estaria na casa de parentes ele disse ter feito várias ligações mas ela não atendeu e por conta disso foi gerada a discussão.
A delegada informou que já existia medida protetiva determinada pela justiça requerida por Moniza no ano passado por ter sido ameaçada de morte e agredida fisicamente por ele, onde já havia a promessa que a mataria com tiros.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) trabalha de uma forma coesa com objetivo e ao tomar conhecimento do fato, ela ainda tinha vida a delegada Erundina estava no plantão logo representou pela prisão preventiva.
A prisão: “Nós fizemos os contatos prévios, localizamos por telefone onde ele estava fizemos toda negociação e ele se apresentou com uma advogada”.
Segundo a autoridade policial o auto de flagrante foi lavrado e o homem vai responder por feminicídio qualificado que de acordo com o código penal aumenta a pena consideravelmente.
Doutora Clécia afirma ainda que o companheiro de Moniza já responde por homicídio, em 2013 ele matou uma pessoa livrou o flagrante e estava respondendo em liberdade além de inquérito por ameaça e agressão física, e em outro processo por porte ilegal de arma de fogo.
“Acredito se ele já estivesse pagando pelos crimes praticados não teria cometido mais este, então isso mostra não que perdeu a cabeça não, ele é um indivíduo que a sociedade tem que ser protegida dele, finalizou doutora Clécia Vasconcelos”.
por Carlos Valadares.
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