O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais da Bahia, Pedro de Oliveira, esteve em reunião nesta quinta-feira (28) com o secretário municipal de Segurança, coronel Luziel Andrade, para cobrar respostas do município sobre a atualização do plano de carreira da categoria — uma demanda que, segundo ele, já se arrasta há oito meses sem retorno.
Pedro afirma que a intenção inicial era dialogar diretamente com o prefeito José Ronaldo, mas, diante da ausência dele, a reunião ocorreu com representantes da administração.“Viemos falar com o prefeito, porque demos entrada em um documento há oito meses com uma proposta de adequação do plano de carreira da guarda. Esse plano tem mais de 10 anos e está estagnado. Hoje, guarda municipal em Feira de Santana está ganhando salário mínimo”, criticou.
Segundo o sindicalista, a minuta com as propostas já foi entregue ao município, mas nenhuma resposta oficial foi apresentada.“Entregamos toda a estruturação do plano de carreira já organizada. A resposta que tivemos é que o prefeito estaria vendo isso, porque existem várias leis envolvendo a guarda. Mas isso já poderia ter sido resolvido há muitos anos”, disse.

Pedro também questionou o gasto da prefeitura com uma empresa contratada para elaborar um documento semelhante ao que o sindicato apresentou gratuitamente.“O município gosta de gastar dinheiro. A adequação da lei já está pronta. O colega fez tudo em um dia. Mesmo assim, contrataram uma empresa para fazer o que nós já entregamos”, completou.
O presidente sindical denuncia ainda a falta de valorização da categoria, citando condução de viaturas sem incentivo e postos de trabalho sem infraestrutura mínima.“A população elogia a guarda, sabe do trabalho desses homens e mulheres. Mas a prefeitura retirou até horas que serviam como incentivo para quem conduzia viaturas. Entramos com ações no Ministério Público do Trabalho e na Justiça por falta de condições nos postos: sem água, sem EPIs, sem estrutura”, afirmou.
Sem agendamento confirmado com o prefeito, o sindicato pretende oficializar nesta sexta-feira (29) um novo pedido de reunião.“Vamos protocolar o ofício solicitando o agendamento. Se em 48 ou 72 horas o prefeito não nos chamar, vamos colocar o bloco na rua”, declarou.
Pedro reforça que a guarda municipal, por lei, não pode decretar greve, mas garante que haverá mobilização.“Não se trata de greve. Vamos fazer um ato para chamar a atenção do prefeito e da população de Feira de Santana. Somos um polo importante, com uma prefeitura rica, e não cabe esse tipo de desvalorização.”
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