Uma operação coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) movimentou Feira de Santana na manhã desta quarta-feira, cumprindo mandados de busca, apreensão e prisão em diversos bairros da cidade. Ao menos dez pessoas foram conduzidas, entre elas empresários, um cabo eleitoral, um policial militar da reserva e outro da ativa — este último ainda não localizado.
A ação, que contou com diversas viaturas do Draco e apoio da Polícia Civil, integra as investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo cartórios e outros setores do município. A titular do 1º Ofício de Registro de Imóveis, Maurici de Carvalho Barreto, já havia sido afastada do cargo por determinação do Corregedor-Geral do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Roberto Frank, após a abertura de um processo administrativo disciplinar. As apurações se intensificaram desde o final de 2024.

Além das conduções, foram apreendidos 12 veículos, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e documentos. Houve ainda sequestro judicial de valores, com bloqueio autorizado de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados.
Advogado diz não ter acesso ao conteúdo do processo
No Complexo Policial do Sobradinho, o advogado de defesa de um dos conduzidos, Fábio Lucena, disse que ainda não teve acesso ao teor da investigação, que tramita sob segredo de Justiça.
“Estamos averiguando a situação. Como é uma questão muito processual, vamos tentar um breve contato com os custodiados e trabalhar dentro do processo para saber exatamente do que se trata e apresentar a defesa adequada”, afirmou.
Segundo ele, seu cliente foi preso em casa, no bairro SIM, onde também foram apreendidos documentos.
“Estamos aguardando a delegacia cumprir as formalidades para pegar a nota de culpa e iniciar a defesa. Mas ainda não sabemos ao certo quais são as linhas investigativas, porque o processo está em segredo de Justiça e sequer temos procuração formalizada para acesso aos autos”, explicou.
Ao ser perguntado sobre a identidade do cliente — pessoa conhecida no meio político do município — o advogado preferiu não revelar o nome:
“No momento, prefiro não divulgar. Precisamos resguardar, para evitar acusações infundadas. Só depois de conhecermos o processo saberemos se houve algum ato ilícito.”
Com inforações: Programa Nas Ruas e na Policía
Por: Mayara Nailanne
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