Um adolescente de 16 anos foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira (10), no bairro Papagaio, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A vítima, identificada como Pablo Gonçalves Brito, trabalhava descarregando um caminhão em um depósito quando foi surpreendida por dois homens encapuzados.
De acordo com o delegado Fabrício Linard, adjunto da Delegacia de Homicídios (DH), os suspeitos chegaram ao local e atiraram diversas vezes contra o jovem utilizando uma pistola calibre .40.“Constatamos que Pablo estava sobre o caminhão, ajudando na descarga, quando os indivíduos se aproximaram. Um deles chegou a subir no veículo para efetuar novos disparos. No local, foram recolhidas várias cápsulas deflagradas do mesmo calibre”, informou Linard.
Após o crime, os suspeitos fugiram de bicicleta.
Inicialmente, a vítima não havia sido identificada. No início da tarde, a mãe do adolescente compareceu à Delegacia de Homicídios após sair do Instituto Médico Legal (IML), onde reconheceu o corpo do filho.
“Lavramos o auto de reconhecimento de cadáver. A mãe de Pablo confirmou que se tratava do seu filho de apenas 16 anos”, relatou o delegado.
A polícia apura se o assassinato de Pablo tem ligação com a morte do irmão dele, que foi morto recentemente em confronto com policiais militares. O jovem era suspeito de envolvimento em um duplo homicídio ocorrido no último dia 24 de outubro, também no bairro Papagaio.
Na ocasião, Vitor Emanuel e Taina Soares, um casal que trafegava de motocicleta e realizava entregas por aplicativo, foram mortos a tiros por volta das 21h, na Rua Ismênia.
Horas depois, por volta das 2h30 da madrugada, dois homens foram mortos em confronto com a PM na estrada do Espelho d’Água. Com eles, foi apreendida uma pistola do mesmo calibre usado no duplo homicídio.
“Ainda não podemos afirmar se é a mesma arma, mas o exame de microcomparação balística vai nos revelar. Caso se confirme, é possível que o crime de hoje tenha relação com aquele, talvez como uma vingança”, explicou Linard.
O delegado destacou o sofrimento da mãe, que perdeu dois filhos em menos de um mês em circunstâncias violentas.
“É um desprazer enorme para essa mãe ter que vir duas vezes à delegacia e ao IML para reconhecer os corpos dos filhos. Infelizmente, essa é a dura realidade que enfrentamos. As maiores vítimas acabam sendo sempre as mães — seja quando o filho é assassinado, seja quando se envolve com o crime”, lamentou.
Linard também chamou atenção para o envolvimento de jovens com o crime.“Cada vez mais cedo, esses adolescentes entram nesse mundo, e o desfecho é quase sempre o mesmo: ou acabam presos, ou mortos”, concluiu.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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