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Geral Feira de Santana

Depois da CPI da cesta básica, Colbert Martins enfrentará CPI das Cooperativas

Essas cooperativas são instrumentos de troca, moeda de troca por cargos públicos

19/06/2021 08h28
Por: Carlos Valadares Fonte: Off news
Foto reprodução
Foto reprodução

Com a CPI da Cesta Básica sub judice, a Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou nesta quinta-feira (17) mais uma comissão de inquérito para apurar irregularidades na Prefeitura Municipal de Feira de Santana. 

Proposta pelo vereador Silvio Dias (PT), vice-presidente da Casa, a CPI das Cooperativas busca investigar se o uso político dos contratos firmados pela gestão Colbert Martins (MDB) com cooperativas e empresas terceirizadas. A investigação dos contratos também servirá para identificar possíveis irregularidades na prestação de serviço e na atuação dos funcionários.

Dos 21 vereadores, 11 assinaram o requerimento para abertura da CPI que irá apurar eventuais irregularidades em cooperativas e empresas terceirizadas ligadas ao município. 

 A CPI ocorre em um momento delicado para Colbert Martins (MDB), que, acuado pela CPI da Cesta Básica, resolveu entrar em rota de colisão com vários vereadores de sua base, após os mesmos ratificarem o requerimento que deu origem à CPI que investiga a distribuição de cesta básica e de leite durante o período eleitoral de 2020.  Há queixa entre os parlamentares de que o prefeito não atende mais os edis e que apenas aliados mais próximos estão sendo assistidos.

“É um buraco sem fundo. Essas cooperativas são instrumentos de troca, moeda de troca por cargos públicos. Você apoia o político e em troca encontra um boquinha em uma das empresa, seja cooperativa ou empresa de mão de obra terceirizada. Por conta dessas cooperativas o MP-BA, MPT e TCM aplicaram multa de R$73 milhões. E foi também por conta de uma cooperativa que foi deflagrada a Operação Pityocampa, que investigou uma cooperativa que estava sendo usada para encobrir empresas que sonegavam impostos, aos quais eles faziam a lavagem do dinheiro. Essa investigação no MPF gerou o bloqueio dos bens no valor de R$24 milhões do ex-prefeito Zé Ronaldo”, lembrou o parlamentar. 

Segundo denúncia do MPF, a Coofsaúde recebeu entre 2009 e 2018 um total aproximado de R$ 285,6 milhões do Fundo Municipal de Saúde e da Fundação Hospitalar de Feira de Santana. Do valor total, estima-se que tenham sido superfaturados R$ 71,6 milhões.

 

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