O governo de Jair Bolsonaro publicou na edição do Diário Oficial desta terça-feira (1º) o afastamento por três meses do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim.
Ele está sendo investigado pela PF pela prática de crimes ambientais na Amazônia. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O afastamento acontece a partir de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da última semana.
Bim ocupava o cargo desde 2018 e foi uma escolha do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na última segunda-feira (31) a abertura de inquérito para investigar Salles.
Ele é suspeito de cometer advocacia administrativa, dificultar a fiscalização ambiental e embaraçar a investigação de infração que envolva organização criminosa. Também segundo a coluna, mais quatro funcionários da pasta também foram afastados.
São eles: Olivaldi Azevedo, Secretário Adjunto da Secretaria de Biodiversidade; Leopoldo Butkiewicz, Assessor Especial de Salles; Olímpio Magalhães, diretor de Proteção Ambiental do Ibama; e João Pessoa Riograndense, diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama.
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