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Um dos alvos da operação realizada nesta terça-feira (23) pela Polícia Federal, o empresário Meyer Nigri tem grande interlocução junto ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo informações da coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, ele, que é proprietário da construtora Tecnisa influenciou em ao menos três indicações do alto escalão: o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o ex-titular do Ministério da Saúde, Nelson Teich; e Fábio Wajngarten, que comandou a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência.
Ainda de acordo com a publicação, Nigri foi também decisivo na indicação do baiano Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República. Além disso, ele também ajudou na aproximação de Bolsonaro com empresários da comunidade judaica, nas eleições de 2018.
Meyer Nigri é um dos alvos da operação deflagrada pela PF na terça-feira (23), mirando empresários que em um grupo de WhatsApp defenderam um golpe de Estado, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições.
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