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Geral Parque Náutico

Feira de Santana inicia estudos para implantação de Parque Náutico com apoio da Fundação Getúlio Vargas

Após a conclusão dos estudos técnicos, a Prefeitura pretende lançar o processo de concessão

30/07/2026 19h01
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

A Prefeitura de Feira de Santana deu mais um passo para a implantação do Parque Náutico do Rio Jacuípe ao assinar, nesta quinta-feira, contrato com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que será responsável pelos estudos técnicos, jurídicos, ambientais, econômicos e financeiros que vão definir a viabilidade do empreendimento. O projeto é considerado pela gestão municipal como um dos maiores investimentos planejados para o lazer, turismo e esporte no interior da Bahia.

Durante a cerimônia, o prefeito José Ronaldo de Carvalho afirmou que a iniciativa representa a realização de um antigo sonho e destacou o potencial transformador do projeto para Feira de Santana e toda a região.

"É um projeto corajoso que muda a história daquela região do Rio Jacuípe. Nosso sonho é construir o maior parque náutico do Brasil, atraindo investimentos da iniciativa privada e gerando desenvolvimento, turismo e emprego", declarou.

Segundo o prefeito, o parque ocupará uma área com cerca de 133 quilômetros de extensão, oferecendo estrutura para esportes náuticos, como jet ski e lanchas, além de restaurantes, estacionamentos, áreas para shows, quadras esportivas, campos de futebol e espaços de lazer. A proposta prevê que o empreendimento seja implantado por meio de concessão à iniciativa privada, mantendo a área como patrimônio do município e com acesso livre à população.

José Ronaldo ressaltou ainda que a expectativa é de geração de mais de mil empregos entre as fases de construção e operação do complexo.

O coordenador de projetos da Fundação Getúlio Vargas, Felipe Bitencurt, explicou que os próximos meses serão dedicados à elaboração dos estudos de viabilidade. Segundo ele, a equipe fará análises técnicas para definir os equipamentos mais adequados, avaliar os impactos sociais e ambientais, desenvolver os estudos jurídicos e estruturar o modelo econômico-financeiro que permitirá atrair investidores privados.

"A partir desses estudos será elaborado o modelo de concessão e o município será acompanhado até a realização da licitação para escolha da empresa responsável pela construção e operação do parque", afirmou.

De acordo com Bitencurt, essa etapa deve durar entre um e dois anos, incluindo consultas públicas, audiências e aprovação pelos órgãos de controle.

O secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, destacou que a ideia surgiu a partir de um pré-estudo apresentado ao prefeito e afirmou que o empreendimento deverá suprir uma demanda histórica por espaços de lazer em Feira de Santana.

"Estamos falando de um projeto audacioso, que vai gerar empregos, movimentar o turismo e oferecer uma grande área pública de lazer para a população. A construção será realizada pela iniciativa privada, mas o patrimônio continuará sendo do município", explicou.

Representando a Associação Náutica da Bahia, o presidente Santiago Campos avaliou que o projeto tem potencial para transformar Feira de Santana em referência no setor náutico no interior do estado.

"Esse empreendimento vai impulsionar o turismo, a gastronomia, a hotelaria, os esportes náuticos e a preservação ambiental. É um projeto que pode colocar Feira de Santana como referência nacional nesse segmento", afirmou.

Após a conclusão dos estudos técnicos, a Prefeitura pretende lançar o processo de concessão para selecionar a empresa que ficará responsável pela construção e administração do Parque Náutico, considerado pela gestão municipal um dos maiores projetos de desenvolvimento urbano e turístico já planejados para Feira de Santana.

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