A realização da Exposição Agropecuária de Feira de Santana envolve um trabalho de fiscalização que começa antes mesmo da chegada dos animais ao Parque de Exposição João Martins da Silva. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) atua na inspeção dos animais, conferência da documentação sanitária e adoção de medidas de biossegurança para garantir a segurança do evento.
Segundo o médico-veterinário da ADAB, Paulo Santana, a agência é responsável por referendar eventos que envolvem aglomeração de animais. O trabalho começa na preparação do parque, com acompanhamento das adequações estruturais e da desinfecção do espaço.
“Pouca gente sabe, mas quem referenda qualquer evento agropecuário, qualquer aglomeração de animais, é a Agência de Defesa Agropecuária. Nosso trabalho aqui começa muito antes do evento ocorrer”, explicou.
Durante a entrada dos animais, a equipe realiza inspeção individual e confere a documentação exigida para cada espécie. Animais com problemas sanitários ou documentação irregular podem ser impedidos de entrar no parque.
“Tem alguns animais que realmente tiveram algum problema sanitário e a gente não permite que adentrem as instalações do parque. Isso ocorre dentro da normalidade e das previsões para que o evento aconteça com segurança sanitária”, afirmou.
Entre as ações adotadas está o uso do rodolúvio, estrutura destinada à desinfecção dos veículos que transportam os animais. A medida busca reduzir o risco de entrada de agentes causadores de doenças, já que os caminhões circulam por diferentes propriedades rurais e estados.
Os animais também passam pelo pedilúvio no desembarque, como parte do protocolo de controle sanitário.
“Isso serve para dar uma sanitizada no material rodante desses veículos que adentram diversas propriedades rurais pelo estado e até de outros estados. É uma medida de biossegurança”, explicou Paulo.
A ADAB também acompanha as condições de bem-estar dos animais dentro do parque e orienta os criadores sobre as exigências para o transporte. Em casos de veículos inadequados, os responsáveis são orientados a realizar as adequações necessárias.
“A gente conduz muito essa questão do bem-estar animal dentro do parque de exposições. Fora dele, realmente a gente não tem como abraçar”, destacou.
O trabalho da ADAB continua após o encerramento da exposição. A equipe avalia os procedimentos adotados e encaminha à Secretaria de Agricultura sugestões de melhorias para as próximas edições.
Além da exposição, a agência também fiscaliza outras atividades que envolvem aglomeração de animais, como vaquejadas, provas de hipismo, copas de marcha e competições.
“Qualquer aglomeração agropecuária é feita sob a visão e os cuidados da defesa sanitária animal. Todas essas aglomerações, para acontecerem, têm que passar pelo aval da ADAB”, ressaltou Paulo Santana.
Para o veterinário, a fiscalização é essencial para garantir a segurança sanitária dos animais e das propriedades envolvidas. “Sem a ADAB, não tem evento agropecuário”, resumiu.
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