A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu uma representação que pede investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, e solicita o bloqueio de eventuais receitas de bilheteria da obra no Brasil.
A denúncia, revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, questiona a origem dos recursos utilizados na produção. O principal foco das suspeitas é o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, instituição que enfrenta investigações sobre uma suposta fraude bilionária.
Segundo a representação, o aporte de cerca de R$ 61 milhões feito por Vorcaro para o projeto pode estar associado a recursos que são alvo de apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita é de que o investimento no longa tenha sido utilizado como forma de movimentar ou ocultar patrimônio em meio às investigações.
O documento também menciona prejuízos estimados em até R$ 50 bilhões, ligados ao colapso financeiro do banco e que envolveriam recursos do Fundo Garantidor de Créditos e de fundos previdenciários estaduais.
A PGR confirmou o recebimento da representação e informou que o material foi encaminhado para análise preliminar na área de controle extrajudicial do órgão.
Além da controvérsia financeira, a produção também enfrenta denúncias trabalhistas. Durante gravações realizadas em São Paulo, ao menos 15 profissionais relataram ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) episódios de agressões físicas, assédio moral, atrasos de pagamento e revistas consideradas constrangedoras nos bastidores do projeto.
O caso também ganhou repercussão política. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir investigação sobre o financiamento do filme e tentar barrar seu lançamento antes das Eleições de 2026, sob o argumento de que a obra pode ter impacto no cenário eleitoral.
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