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Polícia Denúncias falsas

Funcionário terceirizado é investigado por usar perfil anônimo para divulgar denúncias falsas em Feira de Santana

Polícia Civil identificou suspeito após quebra de sigilo telemático e apreendeu celulares durante operação; investigação apura crimes de calúnia, difamação e participação de terceiros nas publicações.

15/05/2026 06h57
Por: Carlos Valadares
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Polícia Civil de Feira de Santana investiga um funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços ao município, suspeito de utilizar um perfil anônimo em redes sociais para divulgar denúncias falsas, além de conteúdos considerados caluniosos, difamatórios e ofensivos contra servidores públicos municipais. A informação foi confirmada pelo coordenador regional da Polícia Civil, delegado Rafael Almeida, durante entrevista  ao site Página de Noticías sobre o andamento das investigações.

Segundo o delegado, embora o perfil fosse verdadeiro na rede social, o suspeito agia de forma anônima, escondendo a própria identidade para publicar denúncias e até informações de fórum íntimo envolvendo servidores municipais. As vítimas passaram a registrar boletins de ocorrência e denunciar os conteúdos à polícia.

“O Brasil vive em um Estado Democrático de Direito, onde todos têm o direito de se manifestar e expor opiniões, mas não de forma anônima para incriminar pessoas”, afirmou o delegado.

A investigação avançou após a Polícia Civil conseguir identificar o responsável pelo perfil por meio de técnicas de investigação autorizadas pela Justiça, incluindo quebra de sigilo de dados telemáticos. Com isso, foi expedido mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, onde celulares foram recolhidos para perícia.

De acordo com Rafael Almeida, o próprio investigado confessou ser o administrador da conta utilizada para disseminar as publicações. “A prova técnica nos levou até ele, e ele mesmo confirmou que manipulava aquele perfil na rede social”, declarou.

Apesar da condução à delegacia, o homem não foi preso. Segundo a polícia, não houve pedido de prisão preventiva, já que ele não possui histórico relevante de criminalidade, embora já tenha tido passagem policial anterior relacionada a outro tipo de ocorrência.

O delegado destacou ainda que o caso serve de alerta para pessoas que utilizam o anonimato nas redes sociais para cometer crimes contra a honra. “Se a vítima registrar ocorrência, fatalmente a polícia consegue chegar ao autor”, enfatizou.

A Justiça também determinou medidas contra o perfil investigado. Conforme a polícia, a conta já teve bloqueio solicitado judicialmente e atualmente está sem atividade.

As investigações continuam e podem atingir outras pessoas. Segundo a Polícia Civil, o administrador do perfil recebia informações enviadas por terceiros através das mensagens privadas da rede social, prometendo “sigilo absoluto”. Parte dessas informações, segundo a investigação, também teria sido utilizada para publicação de conteúdos ofensivos.

“Não apenas ele pode responder pelos crimes, mas também quem enviou informações falsas com intenção de atingir a honra de outras pessoas”, explicou Rafael Almeida.

A polícia agora apura a participação de possíveis colaboradores nas publicações, que poderão responder por crimes como calúnia, difamação e injúria, caso seja comprovada participação dolosa na divulgação das denúncias falsas.

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara Nailanne 

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