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Criança autista fica ferida após portão cair em escola municipal de Feira de Santana

Ana Paula também denuncia falta de assistência da Secretaria Municipal de Educação

13/05/2026 20h01 Atualizada há 45 minutos atrás
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

Um menino de 11 anos ficou ferido após um portão cair sobre ele na tarde da última terça-feira (12), na Escola Municipal João Durval Carneiro, em Feira de Santana. A vítima foi identificada como Miguel Ramos Lima, aluno da unidade escolar.

Segundo a mãe da criança, Ana Paula Ramos Almeida, o garoto sofreu ferimentos na boca, perdeu dois dentes permanente e continua sentindo dores pelo corpo após o acidente.

Ainda de acordo com Ana Paula, ela estava em casa trabalhando quando recebeu uma ligação, por volta das 17h40, informando que o filho havia sofrido um acidente dentro da escola. A direção da unidade teria pedido que ela fosse imediatamente ao local, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) era acionado.

“Quando cheguei na escola, a Samu já estava lá. O portão caiu em cima dele e, antes do socorro, levantaram o portão e tiraram ele sem mobilização. Isso poderia ter prejudicado ainda mais a coluna ou outras partes do corpo”, relatou a mãe.

Miguel foi levado para atendimento médico, onde realizou raio-X na perna. Segundo a mãe, não houve fratura, mas a criança continua reclamando de fortes dores na perna, barriga e coluna. Ela afirma ainda que o garoto não passou por exames mais detalhados, como ultrassonografia abdominal.

Ana Paula também denuncia falta de assistência da Secretaria Municipal de Educação e da direção escolar após o acidente. Segundo ela, todas as despesas com transporte, medicação e cuidados médicos estão sendo arcadas pela família.

“Meu filho é autista e ficou traumatizado. Ele diz que não quer mais voltar para a escola. Não tive suporte nenhum da secretaria nem da escola”, afirmou.

Ainda conforme a mãe, a direção informou que o portão havia passado por manutenção há cerca de 30 dias, mas que já apresentava problemas anteriormente. Ela questiona a segurança da estrutura e cobra providências.

“A diretora disse que o portão estava com defeito e que já tinham pedido reparo. Precisou acontecer uma tragédia para resolverem consertar”, disse.

Sobre o momento do acidente, Ana Paula contou que a versão apresentada pela escola é de que Miguel teria tentado ajudar o porteiro a abrir o portão, quando o trinco se soltou e a estrutura caiu sobre ele.

A mãe também critica a falta de acompanhante especializado para o filho, apesar de já ter apresentado relatórios médicos à escola solicitando o suporte.

“Desde que ele entrou na escola, nunca teve acompanhante. A escola sabia da necessidade”, declarou.

Ana Paula informou que registrou boletim de ocorrência e pretende realizar exame de corpo de delito. Ela afirma que, caso as dores persistam, o filho deverá retornar à emergência médica.

“Ele não consegue andar direito, nem subir escada. Moro em apartamento e preciso carregar ele no colo”, lamentou.

Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Com informações: Carlos Valadares 

Por: Mayara Nailanne

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