O presidente do Sindicato dos Comerciários, Antônio Cedráz, informou que o funcionamento do comércio no Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, seguirá regras diferentes entre o centro e os bairros em Feira de Santana. Enquanto supermercados e lojas da região central devem permanecer fechados, estabelecimentos comerciais nos bairros poderão abrir até as 14h, conforme previsto em convenção coletiva.
Segundo o dirigente, apesar do acordo, há preocupação com o cumprimento do horário. “A gente sabe que muitos acabam estendendo até 15h, mas vamos fiscalizar. As empresas conhecem as multas, que são pesadas, então esperamos que respeitem”, afirmou.
Ele destacou que o 1º de maio deve ser um momento de reflexão para trabalhadores e empregadores. “É o dia do trabalhador. O ideal seria que houvesse bom senso por parte das empresas que optarem por funcionar”, disse.
Para os comerciários que forem convocados a trabalhar, a convenção prevê pagamento adicional imediato. O valor é de R$ 90 para empresas com até 20 funcionários e R$ 95 para aquelas com quadro maior. “Terminou o expediente, o trabalhador já deve sair com o dinheiro no bolso”, reforçou.
Cedraz também explicou que a liberação para funcionamento nos bairros atinge principalmente supermercados, atacadistas e grandes redes instaladas fora do centro da cidade. Paralelamente, o sindicato negocia mudanças na representação das distribuidoras, que poderão ter uma convenção própria. “Já existe um sindicato patronal na Bahia, e essas negociações têm sido mais vantajosas para os trabalhadores em outras cidades”, pontuou.
Como parte das mobilizações do 1º de maio, os trabalhadores devem realizar um ato no Largo Dona Pomba, no bairro Rua Nova, com participação de diversos sindicatos. A programação ainda não está totalmente confirmada, mas pode incluir trio elétrico e apresentações musicais.

O presidente também comentou a expectativa da categoria em relação à proposta de mudança na jornada de trabalho, conhecida como escala 6x1. Segundo ele, há mobilização nacional para aprovação de um modelo mais equilibrado. “O comerciário muitas vezes ultrapassa as 44 horas semanais, chegando a 50 ou 55 horas. A mudança pode trazer mais qualidade de vida sem prejudicar a produtividade”, avaliou.
A entidade segue articulando junto a parlamentares e reforçando a importância de avanços nas condições de trabalho da categoria, considerada uma das maiores do país.
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