“É difícil morar numa cidade como Feira de Santana onde a corrupção predomina, partindo da Prefeitura e indo para a Secretaria de Saúde. Não podemos aceitar falta de médicos, medicamentos e dinheiro na saúde, enquanto estão desviando dinheiro da Prefeitura”. A declaração é do vereador Fernando Torres (PSD), em discurso na tribuna da Câmara nesta quarta (15). De acordo com o parlamentar, o secretário de saúde, Marcelo Brito, tem uma empresa chamada GSM que prestou serviços durante dois meses à UPA da Queimadinha, recebendo, portanto, dinheiro da pasta.
“Quero fazer uma denúncia gravíssima sobre a área de saúde. Ainda existe desvio de dinheiro nesta área. O secretário Marcelo Brito tem uma empresa chamada GSM, a qual prestou serviços à UPA da Queimadinha, logo naquele bairro onde o povo fica nas filas chorando, clamando por atendimento. Lá falta médicos, medicamentos e, por isso, não justifica tais serviços. Essa empresa tem um capital social de R$3 mil e prestou serviços de R$400 mil durante dois meses”, disse.
Fernando continuou: “Estou com as notas fiscais em minhas mãos. Vamos a todos os órgãos de fiscalização e controle, como Ministério Público Federal, TCM e Polícia Federal, e vamos criar uma comissão aqui na Casa para investigar isso. O secretário de saúde do município prestou serviços à Prefeitura de Feira através dessa empresa no valor de R$200 mil por mês, durante dois meses. A GSM está situada na avenida Getúlio Vargas, mais precisamente no HTO (Hospital de Traumatologia e Ortopedia). Eu posso estar errado nessa denúncia, e se estiver, volto atrás e peço desculpas. Mas se eu estiver certo, vou até o fim”.
O presidente da Câmara Municipal informou ainda que essa denúncia deixa claro que a prestação de serviços foi uma forma de desviar dinheiro da saúde de Feira de Santana. “Agora iremos investigar isso; iremos a todos os órgãos que possam ajudar a Câmara a desvendar essa quadrilha que está aí na Prefeitura. Essa denúncia é indefensável, tanto que nenhum vereador da base do governo se manifestou”, pontuou.
E indagou: “Imagine se o ministro da saúde do governo de Bolsonaro tivesse uma empresa vendendo Covaxin? É a mesma coisa, não tem diferença alguma. E outra: a empresa é pra prestar serviços de consultas médicas na Queimadinha. Consulta médica lá na UPA feita pelo HTO? Quando foi isso? A Câmara não ficará quieta e irá até as últimas consequências para que isso seja apurado”.
Paulão do Caldeirão (PSC) lembrou que já foi colocado um requerimento na Casa, de sua autoria, para que o prefeito Colbert Martins Filho explique como está sendo gasto o dinheiro da saúde do município, já que os médicos estão sem receber salários. Porém, segundo o vereador, até agora, não houve resposta da Prefeitura. “Isso é um escândalo criminoso. Precisa-se apurar, porque é um absurdo”, disse.
Se essa denúncia for comprovada, conforme o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL.), o prefeito nem precisa explicar a situação, porque está claro que é ilegal. “Quem anda pela cidade sabe que a saúde está um caos e que esses atendimentos não estão acontecendo, especialmente na UPA da Queimadinha. É preciso investigar a fundo para que a situação seja explicada”, pontuou.
Edvaldo Lima (MDB) sugeriu que, diante da gravidade do assunto, o secretário de saúde, Marcelo Brito, seja afastado imediatamente da Secretaria Municipal de Saúde. Fernando Torres (PSD) afirmou que o prefeito Colbert Martins Filho também deve estar envolvido na situação e acredita que, por isso, não irá afastar o secretário do cargo.
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