O homem acusado de provocar o acidente que matou três jovens será julgado na próxima sexta-feira, após três anos de espera. As vítimas — Rafael dos Santos Gonçalves, Wiliane Azevedo de Jesus e Ronald Soares dos Santos — morreram na tragédia. Segundo familiares, a expectativa agora é de que a Justiça finalmente seja feita.
Cláudio Soares, pai de Caillane de Carvalho Azevedo — sobrevivente do acidente — afirmou que a família viveu um longo período de sofrimento e espera que o julgamento resulte em condenação. “Chegou a data que tanta gente estava esperando. A gente vem sofrendo todo esse tempo, esperando uma posição da Justiça. A esperança agora é que a justiça seja feita”, disse Claudio. Ele acrescentou: “Ele vai ser julgado e vai ser condenado — é o que a família espera. Meu sobrinho está numa cova e ele continua em liberdade”.

A avó das vítimas, Maria Conceição, falou sobre a dor contínua e pediu punição ao acusado. “Eu sou avó de Williane e Ronald. Quero justiça. Só vou ficar contente quando eu ver aquele homem atrás das grades”, afirmou. Maria descreveu o impacto emocional: “Não tenho mais fome, a lembrança daqueles meninos não sai do meu coração”.
Segundo a família, o acidente deixou ainda dois sobreviventes: Caillane, que sofreu trauma físico e psicológico — com dificuldade para andar de moto e sequelas na perna — e Nádson Costa, que na época era amigo próximo e costumava passar fins de semana com a família. “Eles eram muito unidos. Iriam buscar um lanche e não voltaram”, relatou Cláudio.
A família afirma que o motorista Adalto Roberto da Silva Junior denunciado pelo Ministério Público do Estado estava embriagado no momento do acidente e que colocou as vítimas no acostamento — alegações que, até o momento, são tratadas como parte do processo jurídico. A família também relatou que o acusado permanece em liberdade desde o episódio, o que alimenta o sentimento de injustiça entre parentes.
Os familiares informaram que irão ao fórum na sexta‑feira para acompanhar o júri e esperam que todas as testemunhas compareçam ao julgamento. “Três anos se passaram. Este é o dia D do julgamento. Em nome de Jesus, ele vai para o presídio e vai pagar pelo que fez”, disse Maria Conceição.
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