Letícia Araújo Rodrigues, 22 anos; Karol Ferreira Rodrigues, 21; e Rafaela Carvalho Silva, 15, foram encontradas mortas na Estrada de Ribeirão do Cavaco, no povoado de Guaribas, zona rural de Anguera, após oito dias de intensas buscas e investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O delegado José Marcos, responsável pelo caso, afirmou que as investigações avançaram significativamente, mas o inquérito ainda não está concluído. A polícia trabalha com várias linhas investigativas e segue ouvindo testemunhas e analisando provas.

“De fato, foram oito dias de muito trabalho. Já conseguimos avançar bastante, mas ainda há pontos que precisam ser esclarecidos. Precisamos entender completamente a dinâmica do crime e, principalmente, a motivação. Mas o trabalho está bem encaminhado e próximo de ser concluído.”, informou o delegado José Marcos.

Segundo o delegado, as prisões realizadas nos últimos dias foram fundamentais para chegar até os corpos.“A investigação foi como subir uma escada. Cada detalhe somou. As últimas prisões foram decisivas”, explicou.
Uma mulher foi presa na segunda-feira e dois homens foram detidos na terça. Ela é suspeita de ter ameaçado as vítimas.“Existia uma rivalidade entre essa mulher e as meninas. Mas há outras questões sendo consideradas, inclusive envolvendo o namorado de uma delas. A motivação ainda está sendo apurada”, afirmou.

Questionado sobre possível ligação do crime com o tráfico de drogas, o delegado confirmou que essa é uma linha de investigação.“A investigação tem indicado isso — não necessariamente o envolvimento das vítimas, mas dos suspeitos. Por isso, a motivação ainda é incerta.”
Os corpos foram encontrados em uma cova rasa, cobertos por cinzas.

“Há a possibilidade de que tenham sido queimadas, mas precisamos aguardar a perícia. Os corpos ainda não foram identificados tecnicamente. O laudo vai confirmar se realmente são as três jovens desaparecidas. Pelo contexto, infelizmente, tudo indica que sim”, disse.
Para o delegado, a dinâmica do crime mostra que houve mais de uma pessoa envolvida. “Não foi uma pessoa só. Já há indicativo claro de coautoria. Todos os presos são suspeitos de participação direta.”
José Marcos destacou o trabalho conjunto das forças policiais.“Foi um trabalho incansável da equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Feira de Santana, com apoio da delegacia de Anguera, da DTE (Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes), e também da 1ª e 2ª Coordenadorias, sob os comandos dos doutores Rafael Almeida, Ives Corrêa e Eudes. Essa integração foi essencial para que chegássemos a esses resultados de forma tão rápida. Em apenas oito dias, conseguimos localizar os corpos e efetuar cinco prisões.”
O delegado concluiu dizendo que, apesar do desfecho trágico, a investigação segue até o completo esclarecimento dos fatos.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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