As investigações sobre o desaparecimento das três meninas em Anguera continuam em ritmo intenso. Segundo o delegado Dr. José Marcos Rios, responsável pelo caso, a Polícia Civil tem obtido avanços significativos desde que o desaparecimento foi comunicado, no dia 7 de outubro.
“Estamos há seis dias em diligências exaustivas, com buscas em áreas de mata na região de Anguera. Toda a equipe da Polícia Civil está empenhada nesse trabalho”, afirmou o delegado.
Durante as investigações, foram realizadas duas prisões em flagrante e uma prisão preventiva de uma mulher suspeita de envolvimento no caso. No local das buscas, os policiais encontraram uma fogueira, onde possivelmente objetos das vítimas podem ter sido incinerados, além de um aparelho celular confirmado como pertencente a uma das meninas, por meio do número de IMEI.
O delegado informou ainda que foram expedidos e cumpridos mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
De acordo com Dr. José Marcos Rios, a mulher presa teria feito ameaças às vítimas por causa de desentendimentos envolvendo relacionamentos amorosos.
“Ela não queria que as meninas se relacionassem com dois primos dela. As três foram ameaçadas, e justamente essas três desapareceram. Isso traz fortes indícios de ligação entre as ameaças e o desaparecimento”, explicou.
Além dela, um adolescente também é investigado. Ele seria namorado de uma das meninas e foi ouvido pela polícia após a apreensão de uma sacola com roupas femininas — os mesmos pertences que a vítima teria saído de casa para buscar no dia do desaparecimento.
"Ele apresentou a sacola como sendo dela. Foi ouvido e liberado, mas isso não significa que a participação dele esteja descartada”, acrescentou o delegado.
O adolescente já havia sido investigado por homicídio no município de Anguera. Segundo o delegado, ele chegou a ser citado como partícipe, mas não foi indiciado por falta de provas. Ele também se envolveu em um acidente com arma de fogo, o que reforça, segundo a polícia, sua proximidade com o uso de armas.
Prioridade é encontrar as meninas
O delegado enfatizou que, neste momento, o principal objetivo da investigação é localizar as meninas, vivas ou não.
“Ainda não temos como tipificar o crime. Enquanto elas não forem encontradas — com vida ou sem vida —, seguimos tratando o caso como sequestro. A prioridade é encontrá-las e, a partir daí, definir a tipificação correta e seguir com as prisões necessárias”, afirmou.
As equipes da Polícia Civil continuam em campo nesta segunda-feira (13), realizando novas buscas na zona rural de Anguera.“As buscas seguem até o período da noite. Temos informações sobre possíveis locais onde uma das suspeitas poderia estar, e o trabalho continuará até que cheguemosn às meninas", concluiu o delegado.
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