O ex-vereador Josse Paulo, conhecido como Paulão do Caldeirão, foi transferido na manhã desta quarta-feira (8) para o Conjunto Penal de Feira de Santana. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Rafael Esperidião, que acompanha o caso desde o início.
Segundo o defensor, a transferência já era esperada, uma vez que o Complexo Policial do Sobradinho tem determinação para que presos não permaneçam na unidade e sejam encaminhados ao presídio às quartas-feiras.
"Na manhã de hoje o senhor Paulão, já foi encaminhado para o conjunto penal de Feira de Santana. Já sabíamos que, por determinação, ele não poderia permanecer no Sobradinho. Então, como de costume, ele foi transferido no início da manhã”, afirmou Rafael.
O advogado explicou que Paulão foi previamente informado sobre a possibilidade de transferência e recebeu a notícia de forma tranquila.
"Desde o início, quando assumimos a defesa, explicamos a ele com muita cautela e transparência que havia duas possibilidades: a liberdade provisória ou a prisão preventiva. Ontem à noite, quando a decisão saiu, fomos até a delegacia, explicamos o conteúdo da decisão judicial e informamos que poderia haver transferência nesta manhã”, contou.
Rafael Esperidião afirmou que a equipe jurídica já trabalha para tentar garantir que Paulão responda ao processo em liberdade.
"Desde a noite de ontem, assim que recebemos a decisão, já começamos a preparar o habeas corpus. Estamos estudando o processo com cautela, para fazer algo tecnicamente bem estruturado. Nosso objetivo é buscar a liberdade dele, mesmo com a transferência já realizada”, disse o advogado.
Além disso, a defesa informou que está colaborando com as investigações e confia que o caso será esclarecido.
Questionado sobre a possibilidade de a juíza responsável, doutora Marcele, remeter o caso à Vara do Júri, o advogado afirmou que essa questão não ficou clara na decisão judicial.
“A magistrada não tratou dessa eventual remessa à Vara do Júri. O caso ainda está em fase de inquérito policial, com diligências, perícias e oitivas de testemunhas. Só após a conclusão do inquérito o Ministério Público poderá definir a vara competente”, explicou Rael.
Para a defesa, o episódio deve ser tratado como homicídio culposo, decorrente de um acidente de trânsito, e não como crime doloso contra a vida.
"Desde o início, deixamos claro que se trata de um trágico acidente, e não de algo intencional. Entendemos que o caso deve tramitar na Vara de Acidentes de Veículos, por se tratar de um homicídio culposo”, concluiu o advogado.
Com informações: Carlos Valadares
Por:Mayara Nailanne
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