A Juíza da Vara de Acidentes de Veículos da Comarca de Feira de Santana converteu, às 17h57 desta terça-feira (7), a prisão em flagrante de Josse Paulo Pereira Barbosa, conhecido como “Paulão do Caldeirão”, em prisão preventiva. A decisão, que possui sete páginas, foi assinada pela magistrada responsável pelo caso e acolheu o parecer do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
De acordo com o advogado de defesa, Rafael Espiridião, o parecer ministerial apontou múltiplas imputações penais, incluindo porte ilegal de arma de fogo, embriaguez ao volante, homicídio culposo e lesão corporal culposa.
“A juíza acolheu o pleito ministerial, entendendo que não seria possível tratar cada acusação de forma isolada. A prisão preventiva, nesse momento, vem para acautelar o processo e garantir o andamento das investigações”, explicou o advogado em entrevista.
Apesar de respeitar a decisão, a defesa afirmou discordar da conversão para prisão preventiva e irá impetrar um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Segundo Espiridião, José Paulo preenche todos os requisitos legais para responder ao processo em liberdade.“Ele é uma pessoa conhecida, de residência fixa, não oferece risco de fuga, nunca respondeu a nenhum processo criminal e tem total interesse em colaborar com as investigações. Por isso, pedimos medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, mas o pedido não foi acolhido”, lamentou o advogado.
Ainda não há confirmação sobre a transferência de José Paulo do complexo policial para o conjunto penal de Feira de Santana.
O encaminhamento deverá ser feito pela Delegacia do Sobradinho, responsável pela custódia temporária, assim que receber a decisão da Vara de Acidentes de Veículos.
O advogado informou que ainda não leu a decisão na íntegra, mas que irá analisar o conteúdo e adotar as medidas cabíveis.
Além do habeas corpus, a defesa pretende acompanhar as investigações junto à Polícia Civil e colaborar para o esclarecimento completo do caso.
Questionado sobre informações de que Josse Paulo Pereira Barbosa teria tentado fugir do local do acidente, o advogado rebateu a versão.
Segundo ele, o cliente não fugiu, mas se afastou do local por sentir-se ameaçado por populares logo após a colisão.
“Ele se deslocou para um ponto próximo, onde foi alcançado. Não houve fuga. Foi uma tentativa de se proteger e buscar auxílio médico para prestar socorro”, afirmou Espiridião.
O advogado destacou ainda que José Paulo está abalado emocionalmente, preocupado com a vítima fatal e com a outra vítima que permanece internada.
“É importante deixar claro que a defesa criminal não defende crimes, mas pessoas. O que buscamos é um processo justo, com respeito ao devido processo legal. Nos solidarizamos com as famílias das vítimas e esperamos que tudo seja devidamente esclarecido”, concluiu Rafael Espiridião.
Por: Mayara Nailanne
Com informações: Carlos Valadares
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