Um suposto caso de estelionato envolvendo dois policiais militares do 3º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC), em Juazeiro, está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar da Bahia. A denúncia foi feita pelo soldado PM Vitor Sátiro, que acusa o colega de farda, soldado PM Bruno Feitosa, de contrair empréstimos em seu nome e não honrar os compromissos, além de se apropriar de armamentos da corporação de forma irregular.
A situação, que veio a público após circular em grupos de WhatsApp, também envolve o suposto uso indevido de influência hierárquica. Bruno é filho de um tenente-coronel da Polícia Militar, que à época comandava o 3º BEIC. Segundo a defesa de Sátiro, representada pelos advogados Edson Vinícius e Carolinna Teles, o soldado Feitosa teria solicitado armamentos, tanto da corporação quanto de uso pessoal do colega, utilizando-se da patente do pai.
“Ainda não se sabe o destino dessas armas. Já informamos aos órgãos competentes, e tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar estão apurando os fatos. O inquérito segue sob sigilo”, explicou o advogado Edson Vinícius, acrescentando que a gravidade da situação comprometeu não só a segurança institucional, mas também a saúde emocional do seu cliente.
De acordo com a defesa, o soldado Sátiro desenvolveu um quadro depressivo após o desaparecimento do colega sem dar explicações. O prejuízo financeiro ultrapassaria a marca de R$ 200 mil além dos veículos envolvidos. “Ele considerava o colega como um irmão. O laudo psicológico aponta um estado emocional crítico. A família está desesperada por respostas”, reforçou Vinícius.
Sobre a atuação da Corregedoria, o advogado informou que Sátiro já foi ouvido preliminarmente pelo Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), em Feira de Santana, e que a defesa busca saber se o inquérito policial militar já foi formalmente instaurado em Salvador, sede da corregedoria principal da PM.
Quanto à responsabilidade do tenente-coronel, pai de Bruno, a defesa afirma que não houve nenhuma manifestação pública ou institucional de apoio ao soldado Sátiro. “Até onde sabemos, o comandante não tomou nenhuma medida efetiva, limitando-se a sugerir o registro de boletim de ocorrência, o que já foi feito”, completou o advogado.
Situação atual dos envolvidos
O soldado Vitor Sátiro permanece na ativa, mas a defesa irá solicitar ao comando que ele seja transferido para funções administrativas, por conta do estado emocional instável. Já o soldado Bruno Feitosa, segundo familiares, estaria em tratamento psicológico, mas a veracidade da informação ainda é incerta, conforme relata a defesa.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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