Na manhã desta quinta-feira (19), mães e pais de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) realizaram um protesto em frente ao Forum Filinto Bastos, em Feira de Santanal, após a operadora anunciar a mudança da clínica responsável pelo atendimento de seus filhos. O grupo busca sensibilizar o judiciário para que o tratamento das crianças permaneça nas clínicas onde estão atualmente, alegando que a alteração pode comprometer a continuidade e a eficácia do tratamento.
Jackline Silva Lopes, mãe de crianças com autismo, explicou a razão da manifestação. “Estamos aqui para alertar o judiciário sobre um abuso que a Unimed e a PLAMED estão cometendo em Feira de Santana. Ao todo, somos 27 mães se manifestando, pois nossos filhos estão em tratamento em uma clínica que foi autorizada por sentença ou liminar. Eles foram encaminhados para essa clínica, pois a Unimed e a Promed não tinham clínicas conveniadas oferecendo o serviço necessário. Agora, que começaram o tratamento, querem mudar essas crianças para outra clínica.”
Foto: Carlos Valadares
Ela ressaltou que essa mudança após o início do tratamento é uma prática ilegal, conforme a norma 95 da ANS. “Entramos em contato com a Unimed, mas temos sido ignoradas e recebemos informações contraditórias sobre a continuidade dos tratamentos.”
Jaqueline destacou os riscos que essa mudança pode trazer: “A interrupção do tratamento pode provocar crises e regressões nos pacientes. Estudos mostram que o vínculo com os profissionais é crucial para a evolução do tratamento. Uma mudança repentina pode ser extremamente prejudicial.”

Atualmente, as crianças podem ficar sem atendimento a partir do dia 24 de setembro, se não houver uma intervenção judicial. “Estamos aqui por uma causa urgente. Se não houver ação do judiciário, essas 27 crianças terão seus tratamentos suspensos”, afirmou.
Sobre a nova clínica, Jaqueline mencionou que o atendimento poderá ser coletivo. “Temos relatos de mães que já estão enfrentando problemas com o novo local, onde os atendimentos são feitos em grupo, o que não é adequado para crianças com TEA”, salienta.
Ela finalizou enfatizando que a luta é pelo direito dos filhos de permanecerem em suas clínicas. “Nossa batalha não é contra a nova clínica, mas sim pelo direito dos nossos filhos a um tratamento adequado, conforme garantido pela norma que nos protege.”
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Silva
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