Foto Carlos Valadares
A Polícia Civil prendeu a mulher suspeita de assassinar o empresário Edmárcio Azevedo de Jesus, de 51 anos, conhecido como “China”. A captura ocorreu na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, após identificação por meio do sistema de reconhecimento facial.
O crime aconteceu no dia 21 de abril do ano passado, feriado, e o corpo foi encontrado no dia seguinte por um dos filhos da vítima, no bairro Gabriela. China era empresário e proprietário de uma academia na cidade.
De acordo com o delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios, a suspeita foi localizada quando acompanhava o namorado em uma agência bancária. A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão no local. Em seguida, ela foi encaminhada à delegacia e transferida para a Polinter. Com a confirmação da identidade, equipes da Delegacia de Homicídios foram até Salvador para recambiá-la.

Segundo as investigações, a mulher que era aluna da academia mantinha um relacionamento amoroso com a vítima. Em depoimento, ela confessou ter efetuado cinco disparos de arma de fogo contra o empresário, sendo três no peito, um na cabeça e um na mão. A suspeita afirmou que vinha sendo ameaçada por ele após tentar encerrar o relacionamento, já que é casada.
Ainda conforme relato à polícia, ela marcou um encontro com a vítima com a intenção de convencê-lo a deixá-la em paz. A investigada disse que levou comprimidos de clonazepam e colocou a substância em uma bebida, alegando que pretendia dopá-lo caso ele ficasse agressivo. Segundo sua versão, após o empresário adormecer, ela decidiu matá-lo utilizando uma pistola calibre 380 que pertencia à própria vítima.
A Polícia Civil, no entanto, investiga outras circunstâncias do crime. Conforme o delegado, havia também um revólver calibre 38 no imóvel que desapareceu, além de uma quantia em dinheiro que não foi localizada. A possibilidade de Latrocínio (roubo seguido de morte) ou da participação de terceiros não está descartada.
Imagens de câmeras de segurança mostram apenas a suspeita deixando o local após o crime, mas há divergências entre os horários registrados e a versão apresentada por ela. “Existem inconsistências que ainda estão sendo apuradas. Isso pode indicar que ela esteja omitindo algum fato ou até a participação de outra pessoa”, afirmou o delegado.
Após o crime, a mulher chegou a se apresentar espontaneamente à polícia e confessou o homicídio, mas foi liberada por não haver mandado de prisão preventiva à época. Com a decretação da prisão, ela passou a ser considerada foragida e teria circulado por estados como Pernambuco e São Paulo antes de ser localizada.
O inquérito policial está em fase final e deve ser encaminhado à Justiça no prazo legal. A expectativa é que o Ministério Público ofereça denúncia por homicídio qualificado. O caso seguirá para julgamento após a fase de instrução, quando testemunhas serão novamente ouvidas em juízo.
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