O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fará uma fiscalização na 13ª Vara Federal de Curitiba, base da Lava Jato, e nos gabinetes dos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, responsáveis, em segunda instância, pelos processos da Operação.
O ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, atendeu a um pedido da defesa do juiz Eduardo Appio, que assumia o posto antes ocupado por Sérgio Moro e determinou, nesta terça-feira (30), a realização de uma "correição extraordinária". O procedimento administrativo visa apurar a existência de irregularidades e fazer uma espécie de auditagem nos processos que estão em tramitação na Corte.
Segundo o jornal O Globo, Appio era titular da 13ª Vara e foi afastado pela Corte Especial Administrativa do TRF-4 sob suspeita de ter feito um telefonema anônimo com ameaças ao advogado João Eduardo Malucelli, filho do desembargador do TRF-4 Marcello Malucelli, além de ter vazado dados pessoais de João Eduardo.
Na sexta-feira (26), os advogados do juiz encaminharam uma apelação a Salomão pedindo a correição e questionando a imparcialidade do TRF-4 para julgar o caso.
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