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Geral tarifa americana

Brasil inicia diálogo com empresários sobre impacto da tarifa americana

Setores mais afetados pela tarifa de 25% participam de encontros para definir medidas de resposta do governo federal

21/07/2026 08h10
Por: Carlos Valadares
Foto: Divulgação/Governo Federal
Foto: Divulgação/Governo Federal

O governo federal inicia nesta terça-feira (21) uma rodada de reuniões com representantes da indústria para definir as medidas de resposta à tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O objetivo é apresentar as primeiras ações planejadas, ouvir as demandas dos setores afetados e ajustar a estratégia antes da adoção das medidas.
Os primeiros encontros serão com entidades que representam segmentos da indústria automobilística, de máquinas e equipamentos, têxtil, calçadista, plástico, eletroeletrônico e de pneus. Participam das discussões a Anfavea, Sindipeças, Abmaq, Abit, Abicalçados, Abiplast, Abinee e Anip. As negociações serão conduzidas principalmente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sob coordenação do ministro Márcio Elias Rosa.

Entre os principais temas em debate estão a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros afetados pela sobretaxa e a criação de um pacote de apoio às empresas exportadoras, dentro de uma nova etapa do Plano Brasil Soberano. 

De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a nova tarifa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. A pasta informa que 57% da pauta exportadora continuará isenta, enquanto aproximadamente 24% dos produtos já estavam sujeitos a outro regime tarifário relacionado às exportações de aço e alumínio.

Como parte da estratégia para reduzir os impactos da medida, a ApexBrasil reservou R$ 130 milhões para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados. Segundo o presidente da agência, Laudemir Müller, uma das iniciativas será financiar a vinda de empresários estrangeiros ao Brasil para negociar contratos com empresas nacionais. A expansão das exportações terá foco na União Europeia, aproveitando o acordo comercial com o Mercosul, além de países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.

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