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Polícia Perícia no limite

Perícia no limite: falta de profissionais sobrecarrega DPT de Feira de Santana

Além de Feira, os peritos também atendem ocorrências em Rafael Jambeiro, Anguera, Antônio Cardoso, Serra Preta, Santa Bárbara, Irará, Santo Estêvão, São Gonçalo dos Campos, Tanquinho e Ipacaetá.

26/05/2026 09h37
Por: Carlos Valadares Fonte: Correio da Bahia
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana enfrenta uma grave crise de efetivo, situação que tem comprometido o atendimento de ocorrências e levantado preocupação sobre a qualidade das perícias realizadas na região.

No último dia 22, um único perito criminal precisou atender três ocorrências graves em sequência: um acidente com vítima fatal na BR-101, um homicídio em Feira de Santana e outro assassinato no município de Rafael Jambeiro. Segundo o Sindicato dos Peritos Criminais da Bahia (Asbac), o primeiro chamado ocorreu às 19h04 e o último atendimento só foi concluído por volta da meia-noite.

A situação evidencia a sobrecarga enfrentada pelos profissionais da unidade. Atualmente, o DPT de Feira de Santana conta com apenas 20 peritos criminais ativos para atender demandas de 11 municípios da região. Desse total, dois profissionais estão afastados — um por licença-maternidade e outro por problemas de saúde.

Além de Feira, os peritos também atendem ocorrências em Rafael Jambeiro, Anguera, Antônio Cardoso, Serra Preta, Santa Bárbara, Irará, Santo Estêvão, São Gonçalo dos Campos, Tanquinho e Ipacaetá.

De acordo com a Asbac, desde o último concurso público realizado em 2022, quando cerca de 400 peritos foram nomeados em toda a Bahia, nenhum novo servidor foi direcionado especificamente para a unidade feirense.

Os profissionais ainda acumulam funções em diversas áreas, como perícias em crimes contra a vida e patrimônio, incêndios, acidentes de trânsito, exames balísticos, análises veiculares, laboratórios forenses e computação forense. Segundo o sindicato, a demanda exigiria pelo menos o dobro do atual efetivo.

A deficiência na estrutura e a demora no atendimento podem comprometer a preservação de provas e dificultar investigações criminais, aumentando o risco de impunidade.

Em nota, o DPT informou que a nova gestão está avaliando as necessidades das Coordenadorias Regionais de Polícia Técnica e realizando ajustes no efetivo. O órgão afirmou ainda que, durante o mês de julho, a unidade de Feira de Santana recebeu 12 novos profissionais para reforçar os trabalhos, além de intervenções pontuais na estrutura física. O departamento também informou que existe um projeto em desenvolvimento para construção de uma nova sede da Polícia Técnica no município.

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