O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar 182 doações de córneas, liderando o ranking de captação no estado da Bahia. Os dados são do Banco de Olhos da Bahia, responsável pelo registro oficial de doações no estado.
A conquista destaca o HGCA como a unidade com maior número de doações em todo o território baiano, superando o Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, que ficou em segundo lugar, e o Hospital Aristides Maltez, em Salvador, que ocupou a terceira posição.
De acordo com Mirela Andrade, coordenadora técnica da Organização à Procura de Córnea (OPC) de Feira de Santana e Salvador, o resultado é fruto de um trabalho contínuo e integrado de toda a equipe hospitalar. “Foi um marco histórico para o hospital. A implantação da OPC aqui, há pouco mais de um ano e meio, vem transformando a realidade da doação de córneas na região. Hoje temos uma estrutura sólida, com fluxo bem definido e profissionais capacitados para abordar as famílias com respeito e sensibilidade”, destacou.
Segundo Cristiana França, diretora-geral do HGCA o número de doações representa mais do que estatísticas. “Cada doação significa uma pessoa voltando a enxergar, significa esperança, recomeço. É o resultado de uma rede de solidariedade que começa com a decisão da família doadora e passa por uma equipe dedicada a garantir que esse gesto se concretize com dignidade e eficácia”, afirmou.
Atualmente, a Bahia possui mais de 1.600 pessoas na fila de espera por um transplante de córnea. Apesar do recorde registrado no HGCA, a demanda por doações ainda é alta. A coordenadora da OPC explica que a maior dificuldade enfrentada pelas equipes é a desinformação. “Ainda existem muitos mitos sobre a doação de córnea, especialmente por envolver o rosto. Muitas famílias têm receio de desfiguração, o que não ocorre. O procedimento é rápido, seguro e não interfere nos trâmites do funeral. Nosso maior desafio é vencer essa barreira cultural”, pontuou.
O processo de captação no HGCA é realizado em parceria com o serviço social e o setor de fiscalização do hospital, que notificam os óbitos e colaboram na abordagem às famílias. “Quanto mais segurança e clareza na comunicação, maior a chance de a família aceitar a doação. Trabalhamos para garantir um processo humanizado e transparente”, acrescentou.
Para ser doador de córnea, é necessário ter entre 2 e 75 anos. Doenças como diabetes ou histórico de cirurgia ocular não impedem a doação. A principal restrição é para casos de infecção ativa ou traumas oculares graves. “É um procedimento simples, que pode ser realizado em até 30 minutos, e que não compromete a aparência do doador nem o andamento dos trâmites funerários”, explicou a coordenadora.
Em 2026, o objetivo da equipe da OPC no Clériston Andrade é superar o número de doações do ano anterior. “Já traçamos a meta. Queremos ampliar ainda mais o alcance desse trabalho, diminuir a fila e devolver a visão a quem espera. Mas para isso precisamos que mais famílias estejam dispostas a dizer ‘sim’ à doação”, finalizou Mirela.
A população pode manifestar seu desejo de ser doadora conversando com seus familiares. A autorização para doação só é válida com o consentimento dos parentes próximos. “Doar é um ato de amor. É dar continuidade à vida de alguém”, reforça a coordenadora.
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