Durante evento de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida em Feira de Santana, nesta segunda-feira (21), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, destacou a importância do programa federal, comentou sobre as ações do governo estadual nas áreas de habitação, mobilidade e saúde, além de abordar os reflexos econômicos da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.
O governador agradeceu a retomada do programa habitacional e criticou a paralisação das obras nos últimos anos. “É uma luta constante garantir moradia digna, transporte para escola, hospital e impedir o avanço do crime organizado. Por isso, agradeço a parceria com o Minha Casa Minha Vida. Ficamos seis anos sem nenhum edital aberto, sem casa construída. Na Bahia, quase sete mil casas estavam paradas. Agora estamos entregando: em Pojuca, Santo Amaro, Salvador e aqui em Feira de Santana”, destacou.
Segundo Jerônimo, novas entregas já estão previstas. “Gustavo [Henrique] já anunciou mais um pacote em Alagoinhas, com 200 novas casas. E eu quero voltar lá também para fiscalizar o andamento da obra do hospital, que deve ser entregue até o fim deste ano ou início do próximo, totalmente equipado”, afirmou.
Questionado sobre a implantação do diploma digital, já anunciado pelo governo federal para as universidades federais, Jerônimo defendeu a modernização da formação docente e a incorporação das ferramentas tecnológicas.
“Na pandemia, aprendemos a importância da digitalização da educação. Mas nossas universidades ainda não preparam adequadamente os professores para esse novo modelo. Sou professor e sei disso. A introdução do diploma digital é questão de tempo nas estaduais. Vamos avançar”, disse.
O governador também comentou sobre a liberação da Prefeitura de Feira de Santana para a ampliação do aeroporto da cidade. Ele reforçou que o foco, neste momento, é garantir o funcionamento da pista e atrair voos.
“O que me interessa é ver avião subindo e descendo. Seja cargueiro, seja com passageiros. Estamos cercando a área, concluindo a pista e negociando com empresas aéreas, colocando Feira nos pacotes de incentivo. A economia da cidade agradece”, afirmou.
Jerônimo convocou os empresários locais para apoiarem a mobilização em torno da reativação do aeroporto e da atração de voos comerciais. “Não precisa ser voo para Salvador, mas para onde haja demanda. Quem vai a Salvador para pegar voo gasta 200 km — ida e volta. Vamos resolver isso juntos”, completou.
Ao comentar o “tarifaço” anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governador criticou a medida, classificando-a como “pirraça” e alertou para os prejuízos à economia baiana.
“O Oeste baiano exporta grãos, o Sudoeste exporta minério, Juazeiro exporta frutas, nós exportamos carne de gado para hambúrguer. Também há derivados do petróleo. É uma relação importante e um prejuízo considerável. A cadeia produtiva é ampla — da borracharia ao pedágio, tudo é afetado”, explicou.
Jerônimo demonstrou indignação com as ações do governo norte-americano: “Não tem explicação para o ministro Alexandre de Moraes não poder entrar nos EUA. Isso é irracional. É um ataque à soberania brasileira”, criticou.
Ele também condenou a postura de parlamentares brasileiros que apoiam sanções contra o próprio país. “Tem deputado nosso que está nos Estados Unidos pedindo punição contra o Brasil. Isso é traição. Foi eleito para defender o povo, captar recursos, criar leis — não para pedir castigo de birra. Isso é comportamento de menino criado em playground”, disse, em referência indireta a Eduardo Bolsonaro.
Por fim, Jerônimo reforçou a confiança no governo federal diante da crise diplomática. “Lula está fazendo o que pode. Está enviando cartas, buscando diálogo. Escolheu Geraldo Alckmin e Mauro Vieira, dois nomes equilibrados, diplomáticos. Nós, aqui no estado, estamos mobilizando o setor produtivo, indo ao interior, conversando. Mas essa resposta tem que ser diplomática e nacional”, concluiu.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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