Foto rede social
Na segunda-feira (19), foi decretada a prisão do policial militar Roberto Miranda Costa, acusado pelo assassinato do empresário José Luiz, proprietário de um posto de lavagem. Após a ordem de prisão, o policial se apresentou na Corregedoria da Polícia Militar em Salvador na noite do mesmo dia e atualmente está detido no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas.
O delegado Gustavo Coutinho, da Delegacia de Homicídios, explicou o trabalho realizado pela Polícia Civil em relação ao caso. "Tudo o que competia à Delegacia de Homicídios de Feira de Santana foi feito. Desde o levantamento cadavérico, colhemos todas as provas possíveis, como o carregador da pistola encontrado no local, imagens das câmeras de monitoramento e depoimentos das testemunhas. Também obtivemos os áudios trocados entre o acusado e a vítima no dia do crime," afirmou o delegado.
Foto Carlos Valadares
Coutinho também informou que no dia seguinte ao crime, o policial militar se apresentou com dois advogados para ser interrogado. "Inicialmente, ele negou as acusações, alegando que estava fora da cidade no momento do crime, mas essa versão foi desmentida pela Polícia Civil. Conseguimos apreender o tênis que ele usou no dia do crime, e todas as evidências fizeram com que ele refletisse e, uma semana depois, confessasse o crime", salientou.
O delegado destacou que a investigação demonstrou que o crime foi premeditado. "Ele foi ao local com dois carregadores, usou uma blusa de manga comprida e um capacete para não ser identificado. A Delegacia de Homicídios conseguiu comprovar que o crime foi planejado e não apenas um ato impulsivo," explicou Coutinho.
Atualmente, Roberto Miranda Costa responde a um processo criminal pelo homicídio e também a um processo administrativo dentro da corporação. "Enquanto o processo administrativo não for concluído e ele for excluído da corporação, ele permanecerá preso no Batalhão de Choque. Após a exclusão, será transferido para o Presídio Regional de Feira de Santana. Ele responderá ao julgamento e, se condenado, será levado a júri popular, onde sete jurados decidirão seu destino", explicou o delegado.
Sobre o desafio de punir um colega policial, o delegado comentou: "É verdade, é uma situação difícil, punir alguém que deveria proteger a sociedade. No entanto, como agente da lei, temos que cumprir o que a legislação manda. Ele, sendo bacharel em Direito, deveria saber que a medida adequada seria levar o caso à justiça e não agir por conta própria. É um fato lamentável, e temos que aplicar a lei sem exceções, independentemente de quem seja o acusado."
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Silva
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