Atualmente em situação precária e se deteriorando, o casarão que pertenceu a Ernestina Carneiro Ferreira de Almeida, popular “Dona Pomba”, situado no bairro Rua Nova, em Feira de Santana, pode se transformar em Centro Cultural Popular batizado com o nome desta histórica personalidade feirense. A ideia de revitalizar e preservar o imóvel consta de uma indicação legislativa feita pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara, e já protocolada no Legislativo para encaminhamento ao prefeito Colbert Martins Filho, aos secretários municipais de Cultura e Lazer (Jairo Carneiro Filho), Planejamento (Carlos Brito) e ao presidente da Fundação Egberto Costa (Marcos Lima).
“Esta iniciativa diz respeito à preservação de um patrimônio arquitetônico e cultural, que tem a ver com a memória de um lugar muito importante, do ponto de vista do percurso popular na história do nosso Município. Quem circula naquela localidade, percebe a preocupação das pessoas com o estado precário em que se encontra o casarão”, explica o presidente da comissão, Jhonatas Monteiro (PSOL), durante pronunciamento sobre o assunto na Tribuna da Casa da Cidadania. Tornar o imóvel um centro de caráter público, afirma ele, significará o cuidado em preservar a memória do bairro, de sua população e da própria história municipal.
“De outro modo, se desabar, não será o mandato do vereador, esta comissão ou o atual governo do Município, quem sairá perdendo. Será uma perda irreparável para o povo feirense”, adverte Jhonatas, ressaltando a influência de Ernestina Carneiro no surgimento da comunidade da Rua Nova. Originado a partir da fazenda de dona Pomba, conforme relatam os autores da indicação, o bairro nasceu como oportunidade de moradia para pessoas negras e pobres, muitas delas vindas da zona rural em busca de trabalho na cidade. Hoje, apesar de abrigar inúmeros coletivos culturais, associações recreativas, blocos afros, afoxés e outras iniciativas artísticas, não possui ainda um equipamento público que concentre e sirva de ponto de convergência para estas atividades.
A Comissão de Cultura entende que a revitalização, além de solucionar este problema comunitário, poderá potencializar a vida cultural do bairro e consequentemente de todo o município. “Quem conhece aquela comunidade sabe da vida cultural pulsante e rica que existe ali, construída na maior parte das vezes pelo povo negro feirense, sem apoio governamental”, observa o presidente. Ressaltando que a proposta apresentada é suprapartidária, pois foi elaborada e assinada pelos três integrantes do colegiado, Jhonatas prestou uma homenagem ao colega Petrônio Lima (ex-vereador e seu vice-presidente na comissão) pela contribuição dada à iniciativa e aos trabalhos desenvolvidos até o último dia 5 de abril, data da saída dele da Câmara.
“E assim, apelamos para que aquele imóvel seja alvo da atenção devida do poder público municipal. Ou que o prefeito e figuras do Governo que dizem se preocupar com a memória feirense, a exemplo do secretário Carlos Brito, no mínimo se dignem a dar uma resposta sobre isto”, cobra o parlamentar.
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