O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse considerar “bizarro” o fato de alguns parlamentares aliados terem assinaram o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tenha sido surpreendido com a postura, garantiu que o governo não vai discutir “punição”.
“Vamos discutir providências, não significa punição, o papel do governo não é punir ninguém, mas analisar os posicionamentos”, afirmou, nesta quarta-feira (28). Líder do governo na Câmara, o deputado federal José Guimarães pretende apresentar ao governo uma relação dos congressistas que assinaram o pedido.
“À medida que o líder Guimarães trouxer essa lista vamos analisar com respeito, tranquilidade, respeito. Acho muito estranho, inesperado, que alguém que assine uma lista como essa queira participar do governo, seria algo bizarro que participasse do governo”, disse.
Na terça-feira (27), Guimarães postou no X (antigo Twitter) não ser “razoável” ou compatível “o parlamentar ser da base do governo, ter relação com o governo e assinar pedido de impeachment“. “A minha posição é encaminhar a lista desses parlamentares para que o governo tome providências”, falou. No entanto, Padilha negou ter sido discutido na reunião de hoje, com lideranças da Câmara, o tema do impeachment de Lula.
Cerca de 140 parlamentares, sendo quase 50 da base governista, assinaram o pedido para tirar Lula da Presidência do país, após o chefe do Executivo dar uma declaração comparando as ações de Israel, na guerra com o Hamas, ao Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.
“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse o petista na Etiópia, no dia 18 de fevereiro. O ministro também detalhou algumas previsões de compromissos a serem realizados na próxima semana, a fim de reforçar a relação entre Executivo e Legislativo.
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