Após criticar a postura do brasileiro Vinicius Jr., o presidente da LaLiga – a entidade que organiza o principal campeonato de futebol espanhol-, Javier Tebas, se reuniu nesta sexta-feira, 25, com o embaixador do Brasil em Madri, Orlando Leite.
O encontro, que foi anunciado pela ministra da Igualdade, Anielle Franco, na quarta-feira, 24, acontece após uma semana de fortes reações de entidades brasileiras a falas de Tebas sobre Vinicius Jr. – o presidente da liga espanhola recriminou o brasileiro por ele ter se queixado de racismo na LaLiga, após ter sido chamado de “macaco” durante um jogo entre seu time, o Real Madrid, e o Valencia, no domingo, 21.
Na reunião, que ocorreu na sede da LaLiga, em Madri, o embaixador e Tebas “coincidiram em que não há lugar no mundo contemporâneo para atos racistas como os ocorridos em 21 de maio em Valência, dirigidos ao jogador brasileiro Vinicius Jr.”, afirmou um comunicado conjunto.
“A Embaixada do Brasil e a LaLiga condenam energicamente qualquer manifestação racista e se comprometem a seguir lutando contra essa tragédia que afeta o esporte e compromete a imagem da Espanha, um país acolhedor no qual podem prosperar esportistas de todas as origens, credos e etnias”, diz o comunicado.
Em suas críticas após ter sido vítima dos insultos racistas, Vinicius Jr. acusou a LaLiga de ser racista e ignorar casos como o seu – expulso por acertar um adversário no rosto após se desvencilhar de um mata-leão, o jogador brasileiro reclamou que os insultos de parte da torcida, gravados em vídeo, nem sequer constaram na ata do jogo.
O governo brasileiro, segundo a ministra Marielle Franco, disse que apresentou uma queixa na Promotoria espanhola.
No próprio domingo, após a partida polêmica, Javier Tebas lançou duras críticas contra Vinicius Jr., a quem recriminou por ter criticado a LaLiga, e disse que ele estava desrespeitando a entidade e o futebol espanhol ao acusar ambos de racismo.
Na quarta-feira, 24, após um forte movimento de apoio ao brasilleiro, Tebas pediu desculpas a Vinicius Jr.. Na quinta-feira, 25, em uma entrevista às imprensas brasileira e espanhola, o presidente da LaLiga insistiu, no entanto, que não há racismo no futebol espanhol, o que repetiu por diversas vezes.
Também nesta semana, após a repercussão negativa do caso, a LaLiga afirmou ter pedido ao governo espanhol que tenha competência também para punir clubes, jogadores e torcedores em casos como o de Vini Jr. – atualmente, a LaLiga, uma entidade formada pelos times espanhóis para organizar o campoenato e subordinada à Federação Espanhola de Futebol -, pode apenas notificar e denunciar episódios de racismo ou qualquer tipo de preconceito.
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