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Geral origem animal

União Europeia bloqueia produtos de origem animal do Brasil a partir desta quinta

Bloqueio atinge carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos, mas pode ser suspenso após negociações

03/09/2026 09h35
Por: Carlos Valadares
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A União Europeia começa a barrar, a partir desta quinta-feira (3), a entrada de produtos de origem animal vindos do Brasil. O bloqueio atinge carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos e vale para os 27 países do bloco. A medida pode ser revista caso as negociações entre o governo brasileiro e as autoridades europeias avancem.

A decisão está relacionada às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais. O bloco considera insuficientes os mecanismos brasileiros de controle dessas substâncias, que podem ser utilizadas no tratamento de infecções, mas têm restrições para promoção de crescimento e para medicamentos destinados ao uso humano. Segundo as autoridades europeias, o veto não ocorreu por terem sido encontradas irregularidades nos produtos brasileiros.

Nesta semana, técnicos europeus realizam uma inspeção no Brasil para avaliar as cadeias produtivas de frango e mel. A auditoria deve terminar nesta sexta-feira (4), mas os resultados ainda serão analisados pela UE, em um processo que pode levar cerca de dois meses.

O governo brasileiro tenta reverter a decisão desde que o bloqueio foi anunciado. Em junho, foi criado um novo sistema de rastreamento para comprovar que os animais não receberam as substâncias proibidas durante a criação. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), todas as empresas associadas habilitadas a vender para a Europa já aderiram ao protocolo.

Mesmo que o embargo seja suspenso, a retomada da carne bovina pode demorar. Pelas novas exigências, um animal que passe a seguir o protocolo desde o início precisa de 24 a 36 meses até o abate para que todo o ciclo possa ser comprovado. Para o frango, o período é bem menor, de aproximadamente 45 dias.

O impacto econômico direto tende a ser limitado, já que a União Europeia representa uma parcela pequena das exportações brasileiras de carne bovina. 

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