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Geral inteligência artific

Feira de Santana é primeira cidade da Bahia a usar inteligência artificial na atenção básica

Tecnologia começa a ser implantada em unidades-piloto para auxiliar médicos e enfermeiros na avaliação de pacientes

03/09/2026 07h56
Por: Carlos Valadares
Foto: Onildo Rodrigues
Foto: Onildo Rodrigues

Feira de Santana é a primeira cidade da Bahia a utilizar inteligência artificial como ferramenta de apoio na atenção básica de saúde. A tecnologia começa a ser implantada nesta semana em unidades como Queimadinha, Dispensário Santana e Mangabeira. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é, após a avaliação dos resultados, ampliar o uso para toda a rede, incluindo os distritos.

O sistema será utilizado por médicos e enfermeiros durante os atendimentos. A ferramenta analisa as informações inseridas pelo profissional e cruza os dados com estudos e evidências científicas para auxiliar na avaliação do paciente e na tomada de decisões.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a inteligência artificial não irá substituir os profissionais.

“Não é substituir o médico, a pessoa, o trabalhador de saúde pela máquina”, afirmou.

Apoio durante o atendimento

Um dos objetivos da ferramenta é ajudar o profissional a identificar situações que podem passar despercebidas durante uma consulta.

Rodrigo Matos citou o exemplo de um paciente diabético que necessite de avaliação de um nefrologista por apresentar alterações relacionadas aos rins. A inteligência artificial poderá alertar o profissional para a necessidade de um possível encaminhamento.

“Nós somos humanos, nós somos falhos. A inteligência artificial chega para apoiar essa tomada de decisão. Mas a decisão continua sendo sempre do profissional de saúde”, destacou.

A Secretaria de Saúde informou que a experiência será inicialmente realizada como projeto-piloto. Ainda não há prazo definido para a implantação em toda a rede municipal. A expansão dependerá dos resultados obtidos nas primeiras unidades.

Plataforma VOLTS

A ferramenta utilizada é a plataforma VOLTS, desenvolvida pela médica Clara Carvalho, formada pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, a tecnologia foi criada para auxiliar os profissionais sem retirar deles a responsabilidade pela decisão clínica.

Clara também destacou a preocupação com a segurança das informações dos pacientes e afirmou que a plataforma segue as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além do suporte à avaliação clínica, a ferramenta pode reduzir o tempo gasto pelos profissionais com atividades burocráticas, permitindo maior dedicação ao atendimento e à comunicação com o paciente.

Primeiros profissionais aprovam

O médico Keilo Sampaio, que participou do treinamento para utilização da plataforma, avaliou que a ferramenta pode tornar os atendimentos mais completos.

“Vai facilitar bastante o atendimento do médico, vai ficar um atendimento mais completo”, afirmou.

Segundo ele, a inteligência artificial pode ser especialmente útil quando o paciente apresenta uma queixa genérica, ajudando o profissional a identificar perguntas importantes para aprofundar a investigação do caso.

A ferramenta também poderá contribuir para encaminhamentos mais precisos para especialistas e outros serviços de saúde.

A Prefeitura pretende acompanhar os resultados nas unidades-piloto antes de definir a expansão da tecnologia para as demais unidades da rede municipal.

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