Uma mãe de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denuncia que o filho foi impedido de participar de um passeio escolar ao Exército por estar, no momento da atividade, sem a acompanhante terapêutica particular que normalmente o acompanha. O caso aconteceu nesta quinta-feira (20), e a mãe registrou uma ocorrência na delegacia. A direção da MK School também se manifestou sobre o episódio e apresentou outra versão dos fatos.
Segundo Carla Soares, mãe do aluno, a criança chegou à escola preparada para participar do passeio, mas a acompanhante terapêutica não pôde comparecer devido a um imprevisto familiar e atendimento de emergência envolvendo o filho dela.
“A escola se negou a levar o meu filho no passeio, informando que não teria nenhum acompanhante ou assistência para ele”, relatou a mãe.
Carla afirma que o filho estava ansioso para a atividade e vinha falando sobre o passeio havia vários dias. Segundo ela, a criança acordou por volta das 5h da manhã no dia do passeio e ficou bastante frustrada ao perceber que não participaria.
A mãe conta ainda que o filho viu os colegas embarcarem no ônibus e começou a questionar repetidamente por que não poderia acompanhá-los. “Ele viu todos os amigos entrando no ônibus, chorou e ficou perguntando por que não iria participar do passeio”, afirmou.
Carla também questiona a decisão da escola e afirma que a família já providencia acompanhamento terapêutico particular para o estudante. Ela sustenta que, diante da ausência excepcional da profissional, a instituição deveria ter oferecido uma alternativa para garantir a participação do aluno.
Após o episódio, a mãe procurou a delegacia para registrar a denúncia. Segundo Carla, o diretor da escola, José Adão, também esteve no local para prestar esclarecimentos.
Procurada pela reportagem, a direção da MK School, por meio do diretor José Adão, afirmou que a instituição mantém uma política de inclusão e que nunca se eximiu da responsabilidade de oferecer suporte aos alunos que necessitam de acompanhamento.
Segundo o diretor, a escola dispõe de profissionais capacitados e também de auxiliar para prestar assistência aos estudantes. Ele afirmou que, após ser comunicada sobre a ausência da acompanhante terapêutica particular, a escola teria apresentado alternativas para que o aluno pudesse participar da atividade. “A gente trouxe algumas possibilidades, algumas alternativas mediante a nossa coordenação e a nossa professora”, declarou.
Ainda de acordo com José Adão, a mãe não teria aceitado as alternativas apresentadas e deixou a escola antes que fosse concluída uma possível mediação.
O diretor explicou também que o passeio aconteceria em uma unidade do Exército, ambiente que, segundo ele, possui áreas restritas e grande circulação de pessoas. Por esse motivo, a escola teria reforçado a preocupação com a segurança e a integridade dos alunos durante a atividade.
“A MK School fortalece e esclarece esse posicionamento de inclusão e de cuidado com as crianças que nos são responsabilizadas”, afirmou.
Questionado se é responsabilidade da escola disponibilizar uma pessoa para acompanhar um aluno que necessita de suporte durante atividades externas, o diretor respondeu que sim e afirmou que a instituição sempre esteve disposta a oferecer esse acompanhamento..
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