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Polícia Operação Exarmatio

Investigação aponta Feira de Santana como ponto de distribuição de armas para facção criminosa

Delegado da DRACO, David Lopes, falou com exclusividade ao Página de Notícias sobre a operação, que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju

11/08/2026 09h46
Por: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares
Foto: Carlos Valadares

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Exarmatio, que investiga um esquema de distribuição ilegal de armas e munições com atuação em Feira de Santana e outras cidades. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Santo Estêvão, na Bahia, e Aracaju, em Sergipe.

Em entrevista exclusiva ao Página de Notícias, o delegado David Lopes, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), explicou que a investigação começou após a apreensão de uma arma de fogo em Feira de Santana. A partir do armamento apreendido, os investigadores passaram a buscar informações sobre a origem, o destino e os responsáveis pelo comércio ilegal.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos celulares, notebooks, veículos e documentos bancários, materiais que serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes do grupo.

Segundo o delegado, Feira de Santana funcionaria como uma espécie de célula de uma organização criminosa responsável pela distribuição dos armamentos.“Feira de Santana é onde funciona essa célula da facção criminosa, a partir de onde os armamentos são distribuídos para os indivíduos com finalidades diversas”, afirmou David Lopes.

De acordo com a investigação, entre os materiais e informações identificados estão referências a armas de grosso calibre, munições e negociações envolvendo o comércio ilegal de armamentos.

O delegado explicou que foram encontradas mensagens e contatos entre investigados tratando da distribuição e comercialização das armas e munições.

Comando estaria no Rio de Janeiro

Ainda conforme David Lopes, as investigações apontaram que um indivíduo atualmente no Rio de Janeiro estaria coordenando as ações relacionadas à remessa e distribuição dos armamentos para Feira de Santana.

A Polícia Civil, no entanto, ainda não conseguiu determinar com precisão a origem de todas as armas.

“A gente trabalha com a ideia de que o armamento vinha de diversos locais. A gente não conseguiu identificar ainda a origem exata, mas o comando desse armamento para distribuição vinha de um indivíduo que se encontra atualmente no Rio de Janeiro”, explicou o delegado.

Segundo ele, esse investigado seria responsável por transmitir ordens para a atuação da rede criminosa em Feira de Santana.

Primeira fase da operação

David Lopes destacou que a Operação Exarmatio representa uma primeira etapa da investigação. Nesta fase, o objetivo principal foi recolher materiais que possam contribuir para identificar outros envolvidos e esclarecer o funcionamento da organização.

“A primeira fase da operação visa coletar o maior número de material possível para robustecer a investigação e possibilitar a deflagração de novas etapas”, afirmou.

Novas prisões podem ocorrer

Nenhuma prisão foi realizada nesta primeira fase, segundo o delegado. Os mandados cumpridos nesta terça-feira tiveram como objetivo a coleta de provas e materiais relacionados à investigação.

O conteúdo apreendido será analisado pela Polícia Civil. A partir da identificação de novos suspeitos e da reunião de elementos suficientes para responsabilizá-los, outras fases da operação poderão ser realizadas.

“Após essa análise e identificação dos outros indivíduos, novas etapas serão deflagradas para realizar essas prisões”, informou David Lopes.

A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil.

Página de Notícias — Informação, apuração e compromisso com a notícia.

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