Os trabalhadores da educação da Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana aprovaram, por unanimidade, durante assembleia realizada pela APLB Sindicato, na quinta-feira (17), a paralisação das atividades para a próxima segunda-feira (20). A mobilização terá início às 8h, em frente à sede da entidade, na Rua Barão de Cotegipe, no Centro, com a realização de uma edição do “Café com Educação”, seguida de uma caminhada pelas ruas da cidade.
Além da paralisação, a categoria também decidiu manter a assembleia permanente, permanecendo mobilizada para acompanhar o andamento das negociações com o governo municipal e definir os próximos encaminhamentos do movimento.
A paralisação, segundo a presidente da APLB, Marlede Oliveira, foi motivada pelo descumprimento de um acordo judicial firmado entre o sindicato e a Prefeitura de Feira de Santana em agosto de 2025, homologado pela Justiça em outubro do mesmo ano. De acordo com a dirigente sindical, diversos pontos previstos no acordo ainda não foram cumpridos pela administração municipal.
Entre as principais reivindicações estão a atualização da tabela salarial da categoria, a implementação das mudanças de referência na carreira dos professores e a recomposição das diferenças salariais por titulação.
“O governo concedeu um reajuste em abril, com efeito retroativo a janeiro, e assumiu o compromisso de realizar um novo reajuste em julho, também retroativo. No entanto, as audiências marcadas para tratar do assunto foram canceladas, e a categoria segue sem uma resposta. O professor está perdendo cerca de 90% da diferença prevista na tabela salarial para quem possui mestrado, por exemplo”, afirmou Marlede.
A presidente explicou que a recomposição das gratificações por nível de formação também permanece pendente. Segundo ela, a legislação prevê diferenças salariais de 70% para professores com nível superior, 80% para pós-graduados, 90% para mestres e 100% para doutores, percentuais que, segundo o sindicato, não vêm sendo respeitados.
Em carta aberta à comunidade, a APLB afirma que a mobilização também busca chamar atenção para problemas enfrentados nas escolas da rede municipal. Entre eles estão a falta de professores, a ausência de cuidadores para estudantes que necessitam de acompanhamento especializado e a necessidade de fortalecimento das políticas de inclusão, com mais estrutura e profissionais para atender os alunos.
A entidade destaca ainda que a paralisação tem como objetivo defender os direitos da categoria e a valorização da educação pública, além de cobrar o cumprimento integral do acordo judicial firmado com o município. Ainda de acordo com a categoria, caso não haja uma resposta da Prefeitura até a segunda-feira (20), uma nova assembleia será realizada durante a mobilização para que a categoria decida os próximos passos do movimento.
Pix auditadas TCU encontra irregularidades em 82% das emendas Pix auditadas e vê indícios de fraude e superfaturamento
Investigação MPF investiga qualidade de cursos de medicina em duas instituições da Bahia
Paralisação Professores de Feira de Santana aprovam paralisação na segunda-feira (20)
Acidente Colisão frontal entre carro e caminhão deixa um morto na BR-116
Investigação MPBA investiga empresa por suposto desvio milionário em municípios da Bahia Mín. 16° Máx. 27°
Mín. 16° Máx. 27°
Chuvas esparsasMín. 16° Máx. 27°
Chuvas esparsas