Entrou em vigor nesta semana o chamado Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, que estabelece novas regras para o uso da internet por menores de idade e amplia a responsabilidade de plataformas e famílias. A medida busca reduzir riscos como exposição a conteúdos inadequados, cyberbullying e estímulos a comportamentos nocivos.
Em entrevista, a neuropsicóloga Jéssica Costa explica que a nova legislação adapta a proteção já prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente ao ambiente digital, incluindo redes sociais, jogos e outras plataformas online.
Segundo a especialista, uma das principais mudanças é a exigência de maior controle sobre o acesso de menores. “Adolescentes com menos de 16 anos deverão ter contas vinculadas aos responsáveis, enquanto as plataformas passam a seguir normas mais rigorosas para restringir conteúdos como pornografia e práticas perigosas”, afirma.
A lei também reforça o papel dos pais no acompanhamento do uso da internet. Para Jéssica, a medida é necessária diante do estágio de desenvolvimento das crianças e adolescentes. “Eles ainda não têm o córtex totalmente desenvolvido, o que impacta na tomada de decisões. Por isso, precisam de mais proteção e orientação”, pontua.
Além da segurança, a especialista chama atenção para os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo. De acordo com ela, a exposição prolongada pode afetar funções como atenção, memória e linguagem, além de provocar irritabilidade e dificuldade de concentração.
Outro ponto destacado é o consumo de conteúdos rápidos, como vídeos curtos, que podem prejudicar habilidades importantes. “Esse tipo de conteúdo estimula recompensas imediatas no cérebro, dificultando processos como planejamento e a capacidade de lidar com atividades que exigem mais tempo, como as escolares”, explica.
A neuropsicóloga também alerta para a liberação constante de dopamina — substância ligada à sensação de prazer — provocada pelo uso intenso de telas. “Isso pode fazer com que atividades simples do dia a dia se tornem menos atrativas para as crianças”, diz.
Apesar das novas regras, Jéssica ressalta que o equilíbrio depende da atuação conjunta entre ოჯახ… escola, família e sociedade. “Não é responsabilidade apenas dos pais ou do Estado. É um cuidado coletivo”, afirma.
Sobre o tempo de exposição, ela cita recomendações de entidades de saúde: crianças menores de 3 anos não devem ter contato com telas; entre 4 e 6 anos, o limite é de até uma hora por dia; e, para crianças maiores, o ideal é não ultrapassar duas horas diárias.
Por fim, a especialista destaca a importância da criação de rotinas familiares para reduzir o uso excessivo de dispositivos. “Mais importante que o tempo é a qualidade. É preciso planejar atividades e ensinar as crianças a lidar também com momentos sem estímulos digitais”, conclui.
Por: Mayara nailanne
Mamografias Projeto oferece mamografias gratuitas até 1º de agosto em Feira de Santana
Acidente Van com 11 estudantes cai em rio após pane nos freios no interior da Bahia
vagas de emprego Casa do Trabalhador disponibiliza 222 vagas de emprego nesta terça-feira (28)
Terremoto Terremoto de magnitude 7,1 deixa ao menos 50 feridos e provoca destruição no Japão
Expofeira 2026 Prefeitura de Feira promove melhorias no Parque de Exposição para a Expofeira 2026
Acidentes Acidentes deixam mortos e mobilizam a PRF em rodovias baianas Mín. 18° Máx. 28°
Mín. 18° Máx. 29°
Tempo nubladoMín. 16° Máx. 30°
Tempo limpo