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Polícia Operação Colina

PF investiga esquema de fraude em benefícios do INSS na Bahia

O material apreendido será analisado pela perícia técnica para identificar o prejuízo causado aos cofres públicos e possíveis novos envolvidos no esquema.

19/05/2026 10h32
Por: Carlos Valadares
Imagem de arquivo
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação Colina, que investiga um esquema de fraudes na manutenção e renovação irregular de benefícios previdenciários por incapacidade na Bahia. A suspeita é de que um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) manipulava sistemas internos para adiar perícias médicas e garantir a continuidade indevida do pagamento de auxílios-doença.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Nazaré e Vera Cruz. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.

De acordo com as investigações, iniciadas após relatórios da Coordenação de Inteligência Previdenciária do Ministério da Previdência Social, o servidor, lotado em Salvador, realizaria remarcações sucessivas e injustificadas de perícias médicas, impedindo que segurados fossem avaliados por peritos oficiais.

Com isso, os benefícios por incapacidade temporária eram renovados automaticamente, sem a devida comprovação médica. A investigação identificou casos em que perícias foram adiadas sob alegações falsas, como “falta de atendimento médico”, mesmo em dias de funcionamento normal das agências.

A Polícia Federal também apura a atuação de intermediários que cobrariam valores de beneficiários para viabilizar as fraudes. A análise de movimentações bancárias apontou indícios de repasses financeiros ao servidor investigado em troca das inserções irregulares no sistema da Previdência.

Segundo a PF, alguns dos beneficiários envolvidos já haviam sido investigados em operações anteriores.

Os suspeitos poderão responder por crimes como inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção passiva, além de outros delitos que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

O material apreendido será analisado pela perícia técnica para identificar o prejuízo causado aos cofres públicos e possíveis novos envolvidos no esquema.

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