O avanço da tecnologia e os riscos associados ao uso de dados pessoais foram o centro das discussões no evento “Proteção Digital: Um Diálogo Essencial”, promovido pela Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa (FUNTITEC). Realizado nesta terça-feira (11), no Museu Parque do Saber, o encontro reuniu especialistas, servidores públicos e representantes da sociedade civil para debater as novas fronteiras da segurança cibernética e da legislação digital.
O painel contou com a participação da advogada Adriana Estela Barbosa de Assis, especialista em LGPD e Direito Digital; do cientista de dados Basilio Fernandez; e do advogado Lucas Rios, também especialista em Direito Digital. O evento foi uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e experiências sobre proteção digital e inovação tecnológica, com a expectativa de se tornar um marco local na discussão sobre tecnologia, informação e telecomunicações.
A abertura oficial ficou a cargo do professor Rafael Brasil, representante do Centro Universitário da Excelência (UNEX), parceiro da iniciativa. Em sua fala, ele destacou a relevância estratégica dos dados na atualidade. “A informação e os dados são ativos totalmente estratégicos, mas também representam potenciais vulnerabilidades”, alertou.
Brasil ressaltou ainda que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) surgiu para redistribuir a responsabilidade pela segurança da informação, antes concentrada apenas nos usuários. “A LGPD veio quando a sociedade entendeu que não bastava apenas o cuidado individual. As empresas também precisam se responsabilizar pelos dados que solicitam aos seus usuários”, afirmou.
Durante sua palestra, a Dra. Adriana Estela Barbosa de Assis abordou a corresponsabilidade no ambiente digital, enfatizando a importância da conscientização da população. “A conscientização dos titulares de dados é primordial para que a lei seja conhecida e para que o tratamento de dados pessoais seja feito de forma adequada”, pontuou.
Ela acrescentou que a responsabilidade pela proteção da informação não deve ser transferida integralmente aos agentes de tratamento. “Nós, como titulares de dados, não podemos repassar totalmente essa responsabilidade. Devemos agir de forma consciente e segura”.
A discussão seguiu com Basilio Fernandez, que explorou aspectos técnicos do processamento de dados, e com Lucas Rios, que analisou os desafios da nova legislação digital. Ambos ressaltaram que o comportamento do usuário ainda é o elo mais fraco na cadeia de segurança, mesmo com o avanço das normas e das ferramentas tecnológicas.
Encerrando o encontro, os debatedores reforçaram a necessidade de vigilância constante — tanto por parte dos cidadãos, por meio de práticas simples como o uso de senhas fortes e atualizações regulares, quanto das instituições públicas, com a adoção rigorosa de políticas de proteção de dados.
O presidente da FUNTITEC, Antônio Carlos Daltro Coelho, destacou o sucesso da iniciativa. "O evento consolidou-se como um passo importante na construção de uma cultura de segurança da informação e respeito à privacidade em Feira de Santana, alinhando o município às discussões contemporâneas sobre o Direito Digital e a proteção de dados pessoais", concluiu.
Corrupção Brasil tem segundo pior desempenho da história em ranking global de corrupção
Rodovias baianas Rodovias baianas devem receber mais de meio milhão de veículos durante o Carnaval
Escolas públicas Cerca de 70% das escolas públicas brasileiras possuem acesso a internet, diz ministro
Instabilidade Aplicativos bancários tiveram instabilidade no Pix; situação foi resolvida
Cabos irregulares Coelba retira 26 toneladas de cabos irregulares nos circuitos do Carnaval 2026
Mega-Sena Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 47 milhões no próximo sorteio Mín. 22° Máx. 33°
Mín. 21° Máx. 32°
Parcialmente nubladoMín. 20° Máx. 31°
Chuvas esparsas