O Centro de Convenções de Feira de Santana foi palco, neste fim de semana, do 13º Encontro de Carros Antigos, evento que reuniu colecionadores, admiradores e famílias inteiras apaixonadas por automobilismo histórico. Promovido pelo Clube da Ferrugem, o encontro trouxe à cidade modelos de várias décadas, verdadeiras relíquias que contam parte da história do transporte no Brasil.
Foto: Carlos Valadares
Segundo o diretor do Clube da Ferrugem, Paulo César, o evento vai muito além da exposição de veículos. “Rapaz, isso é muito importante porque traz o passado, o presente e o futuro. Aqui você encontra carros de várias épocas — tinha carro de 1939, inclusive premiado. Também tem os chamados neocolecionáveis, que têm 20 anos. Para ser considerado antigo, o carro precisa ter 30 anos. Isso tudo carrega história, memórias de quem viveu e de quem só ouviu falar desses veículos”, explicou o diretor.
Paulo destacou ainda o valor cultural e emocional envolvido na preservação dessas máquinas.“Quem nunca andou numa C10, numa Rural? Antigamente eram esses carros que faziam o transporte, levavam o pessoal pra feira. Hoje a gente guarda essas histórias restaurando e preservando. É uma paixão que atravessa gerações”, completou.
Cuidar de um carro antigo, no entanto, exige investimento e paciência.“Custa caro, porque quem gosta tem que cuidar, e nada é barato. A gente brinca que o mais barato no Fusca é o documento. Peças são difíceis de achar, e poucos mecânicos ainda se dedicam a esse tipo de veículo”, contou Paulo, rindo.
Entre os destaques, o público pôde ver automóveis de diversas cores e estilos, algo raro nos modelos atuais.“Hoje em dia os carros são todos iguais, três ou quatro cores. Aqui é diferente: cada carro tem uma cor viva, um brilho próprio. Ontem mesmo um amigo tirou uma foto que parecia um quadro”, comentou Paulo entusiasmado.
O evento atraiu colecionadores de várias partes do Brasil, incluindo Aracaju, Petrolina e até São Paulo. Um casal paulista que estava em viagem pelo Nordeste fez questão de incluir Feira de Santana no roteiro apenas para prestigiar o encontro.“É muito gratificante ver gente de tão longe vindo aqui só para ver o evento. Isso mostra a força da amizade e da paixão pelos carros antigos”, comemorou Paulo.
Foto: Carlos Valadares
O deputado Federal Zé Neto (PT), também esteve presente e destacou o valor cultural do antigomobilismo.“Precisamos reconhecer que isso aqui é cultura. Por trás de cada carro antigo há emoções, memórias e preservação de um bem histórico. É nostalgia, é amizade, é algo lindo”, afirmou o parlamentar, que também é integrante do Clube da Ferrugem.
Zé Neto aproveitou para relembrar suas próprias histórias com veículos antigos.“Meu primeiro carro foi uma Rural que comprei por 900 reais. Reformei, e ela virou sensação na época das campanhas políticas. Depois vieram outros, como o Flexmaster 48, um carro raro e belíssimo. Esses carros acabam virando parte da nossa história pessoal também”, contou.
Durante todo o fim de semana, o Centro de Convenções recebeu centenas de visitantes que puderam reviver lembranças e conhecer de perto o charme dos automóveis que marcaram época.
Com informações: Carlos Valadares
Por: Mayara Nailanne
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