O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, negou o pedido de habeas corpus solicitado pela mulher do deputado estadual Binho Galinha (PRD), suspeito de chefiar uma milícia em Feira de Santana. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Supremo na terça-feira (22).
Mayana Cerqueira está presa desde 9 de abril, após a deflagração da Operação Hybris, desdobramento da Operação El Patrón. A mulher é acusada de agiotagem, extorsão, receptação de mercadoria roubada e lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho. Conforme o MP, o grupo seria liderado pelo deputado, que foi alvo de mandados de busca e apreensão na etapa da operação, realizada em dezembro do ano passado.
No pedido encaminhado ao STF, a defesa da esposa do deputado alega que não há justificativa para manter a prisão preventiva contra Mayana e que ela estava presa há mais de quatro meses sem amparo na lei.
O magistrado, contudo, refuta a decisão da defesa de Cerqueira e aponta os riscos às investigações que a mudança para a prisão domiciliar de Mayana poderia causar. “Apesar das manifestações e benefícios que foram concedidos a Mayana, de acordo com as provas nos autos, havia uma atuação focada no embaraçamento da Justiça, através da destruição de provas, pois celulares, mídias sociais e cautelas diversas foram tomadas, conforme exaustivamente delineado pela Polícia Federal e Ministério Público”, diz o ministro.
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