A cuidadora de idosos Rosimeire Freitas teve o apartamento totalmente saqueado após passar 14 dias fora a trabalho. O imóvel fica no Residencial Aeroporto II, localizado no bairro Santo Antônio dos Prazeres, em Feira de Santana, e integra o programa federal Minha Casa, Minha Vida.
Rosimeire saiu de casa no dia 8 de fevereiro para cumprir um período de trabalho e, ao retornar, encontrou o apartamento — situado no bloco 10, apartamento 401, no quarto andar — completamente vazio. Segundo ela, não havia absolutamente nada no imóvel.
“Arrombaram grades, cadeados, portas e fechaduras. Levaram tudo. Sofá, geladeira, camas, guarda-roupa. Arrancaram minha pia de granito com cuba de inox, vaso sanitário, box do banheiro. Tiraram torneiras, lustres e até as portas dos cômodos”, relatou, ainda abalada.

A cuidadora afirma que restaram apenas algumas roupas espalhadas pelo chão. Todos os móveis, eletrodomésticos, utensílios domésticos, armários, máquina de lavar, prateleiras e objetos pessoais foram levados. “A casa ficou no zero. Parecia que tinham desmontado tudo”, disse.
Rosimeire recebeu o imóvel em 2013, após mais de cinco anos de espera para ser contemplada pelo programa habitacional. Durante dez anos, pagou as parcelas do financiamento até quitar o apartamento em 2023.
Ao longo desse período, investiu em melhorias estruturais e na mobília. Instalou porcelanato em todos os cômodos, colocou box no banheiro, trocou lustres e adquiriu móveis e eletrodomésticos novos. “Foram cerca de 15 anos de trabalho para construir tudo o que estava ali. Em menos de duas semanas, desapareceu”, lamentou.

Pela dimensão do crime, Rosimeire acredita que a ação não tenha sido praticada por uma única pessoa. O fato de o apartamento estar localizado no quarto andar reforça a suspeita de que houve planejamento e participação de mais de um envolvido.
“Não foi coisa de poucas horas. Para descer geladeira, sofá, cama de casal, tudo isso por vários lances de escada, não é trabalho de uma pessoa só”, afirmou.
Ela também levanta a possibilidade de que sua rotina estivesse sendo observada. “Eu levava uma vida tranquila, sem desavenças. Trabalhava e, às vezes, passava alguns dias fora por causa da profissão. É possível que estivessem monitorando meus horários.”
Após registrar boletim de ocorrência, Rosimeire cobra providências das autoridades e reforça o sentimento de insegurança no residencial. Segundo ela, vizinhos evitam comentar o caso por medo.
Atualmente, a cuidadora está morando de favor na casa de parentes e afirma não ter condições emocionais de retornar ao apartamento. “Estou sem chão, dormindo à base de calmantes, sem me alimentar direito. Não sei por onde recomeçar.”
Para ela, a situação vai além do prejuízo material. “A gente passa a vida esperando a oportunidade de sair do aluguel, conquista a casa própria, paga com tanto esforço. Mas de que adianta se não há segurança para viver nela?”, questiona.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades policiais.
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