A Bahia registrou 29 mil raios em um intervalo de 6 horas. Os fenômenos aconteceram entre 0h e 6h da última terça-feira (2). Levando em consideração a época do ano, o número é considerado alto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por coletar os dados, e tem influência direta do El Niño.
“Embora o El Niño esteja em declínio, ele ainda não desapareceu completamente. Então ainda nesse início de outono nós vamos ter o efeito desse fenômeno atuando. Depois de junho, esse fenômeno já não deve atuar mais”, explica o pesquisador sênior do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe, Osmar Pinto Junior.
O El Niño é um fenômeno responsável pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico. Ele altera, de forma temporária, a distribuição de umidade e calor no planeta. O fenômeno pode aumentar o número de incidência de raios em casos moderados e fortes.
Em geral, inúmeros fatores são responsáveis pela incidência de raios. Entre eles, estão a presença de cadeias de montanhas, localização geográfica no continente e a possibilidade de oceano. Na Bahia, a região Oeste registra a maior incidência do fenômeno. “As temperaturas no Oeste baiano são mais altas e essa região fica mais sujeita a nuvens e tempestades que se formam na Amazônia e migram para região ao lado do Atlântico, passando pelo Oeste, causando tempestades fortes”, afirma Pinto Junior.
A estudante de pedagogia Juliana Silva, 28 anos, mora em Bom Jesus da Lapa, cidade que registrou um maior número de raios nos primeiros cinco dias do ano: foram, ao todo, 4.046 raios, segundo informações publicadas no G1. A jovem afirma que não tem medo do fenômeno, mas mantém certos hábitos quando escuta um trovão. “Não chega a ser um medo, acho que virou um costume por conta da minha avó. Sempre que escuto um trovão, começo a desligar todos os eletrônicos porque sei que os raios estão a caminho", diz.
A reportagem solicitou ao Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe (ELAT/INPE) os municípios baianos que registraram maior incidência de raios na madrugada do dia 2 de março, mas a organização informa que o “sistema não permite analisar quais cidades de um estado teve maior incidência. É possível pesquisar a incidência de raios diretamente por cidade.”
Em Salvador, por exemplo, foram registrados 32 raios nas primeiras seis horas do dia 2 de março. “As tempestades que ocorreram em Salvador são consideradas pequenas em comparação ao número de raios que atingem outras regiões, como as do Sul e Centro-Sul do estado”, diz Pinto Junior.
No que diz respeito a estação em que há maior incidência de raios, nenhuma outra supera o verão. Isso porque a umidade e o calor próprios do período, associados, resultam na formação de nuvens carregadas. “A formação de nuvens, principalmente da nuvem cumulonimbus, que deve ter o relâmpago, e aí vamos ter uma incidência de raios bem maior”, explica o professor Alberto Brum, mestre em Geofísica Nuclear pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Desaparecida Adolescente de 14 anos é dada como desaparecida no Distrito de Maria Quitéria, em Feira de Santana
Quaresma Igreja inicia Quaresma com celebrações e lançamento da Campanha da Fraternidade 2026 em Feira
mulheres trans TST cria cotas para mulheres trans em vagas de empresas terceirizadas
áreas de risco Profissionais da saúde que atuam em áreas de risco e conflitos podem receber adicional de 30%; entenda
Ivete do carnaval Ivete abandona escolta da PM após truculência com foliões na Barra-Ondina
Abono salarial Abono salarial começa a ser pago nesta segunda Mín. 22° Máx. 34°
Mín. 21° Máx. 34°
Tempo nubladoMín. 23° Máx. 32°
Chuvas esparsas