Um homem suspeito de praticar extorsão e injúria continuada teve sua ordem de prisão executada pela Polícia Civil, por meio das equipes da Coordenação de Apoio Técnico à Investigação (Cati/Sertão), com o auxílio do Serviço de Inteligência da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana), naquela localidade, durante a Operação Raio, deflagrada nesta terça-feira (20).
Segundo as investigações, o suspeito exigia quantias em dinheiro das vítimas sob ameaça de divulgar imagens íntimas contidas em seus dispositivos eletrônicos. Durante a busca na residência do acusado, foram apreendidos um telefone celular, um tablet, um notebook, um pendrive, um veículo e um chip de celular.
Além dos mandados de prisão cumpridos, houve o bloqueio judicial das contas bancárias e o sequestro de bens do investigado. Ele foi submetido a exames de lesões e permanece detido à disposição do Poder Judiciário.
O delegado Yvies Correia informou que, neste ciclo operacional que a polícia civil vem desenvolvendo, obteve êxito em prisões relevantes para a segurança pública da região, incluindo o caso de extorsão. Houve a prisão de um indivíduo que exigia valores para não divulgar imagens íntimas de um possível relacionamento. "Então, conseguimos cumprir o mandado de prisão, busca e apreensão, cautelar de sequestro de bens e congelar as contas bancárias do indivíduo que já tinha recebido valores indevidos dessa chantagem extorsiva em relação à sua vítima", relatou.

O delegado ainda informou que, na data de hoje, ocorreu a prisão em São Gonçalo dos Campos, na qual também foi dado cumprimento a mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal local. "É uma prisão importante, pois envolve uma situação de tentativa de homicídio entre irmãos. A Polícia Civil está atenta, realizando o trabalho de polícia judiciária, buscando autoria e materialidade, trazendo a justa causa, que é o laço probatório mínimo para encaminhar à Justiça. Atualmente, eles se encontram à disposição da Justiça", esclareceu.
O delegado conclui, informando que, se o indivíduo divulga imagens íntimas de relações sexuais, nudez, pornográficas, etc., vai responder independentemente de outros crimes. "É importante deixar isso claro. No caso específico, ele alegava ter imagens, confessou na Delegacia que estava extorquindo, buscando dinheiro e que já teria feito três transferências bancárias para ele. Uma de mil reais, outra de três mil e outra de mil reais, e agora, por fim, estava pedindo vinte mil reais."
O Coordenador, a DAE, também teve êxito no cumprimento de três mandados de busca e apreensão de menores que teriam praticado estupro coletivo. Certamente, é mais um trabalho excepcional da Delegacia Adolescente Infratou, ocorrido ontem, que apreendeu esses três menores envolvidos no estupro coletivo, em face também de outro menor. "Então, é extremamente importante essas ações para que haja uma resposta criminal em relação aos indivíduos, seja menores, seja adolescentes, que, no caso, vão responder pela vara da infância da juventude. O menor não pratica crime; ele pratica ato infracional análogo a crime, mas é uma resposta penal também, buscando resgatar esses menores desvirtuados para que cheguem ao convívio social sem a prática de novos atos infracionais ou de futuros delitos criminais."
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